sexta-feira, 12 de maio de 2017

SÓ SUA





Meu prazer brota dos seus dedos,
Do seu pontiagudo e firme querer
Olho sua máscula imagem,
Sinto revoar meu estomago,
meu baixo ventre
Sinto a desconexão de meus sentidos das minhas sensações
Solto os pés do chão
Permito a cabeça voar
Só percebo o corpo; que levita e vai
Lanço-me em qualquer e toda direção
A toda profundidade, rasa de prazer
Não há definição
Não há razão,
Não há pergunta, nem resposta
Sou agora toda você,
Empolgada, saltitante, efervescente,
Desinibida, solta, desprendida
Exibida e despudorada
Só sua...

Vera Celms
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