terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

ANÔNIMA




Estava ali,
Posta, aberta, exposta,
Ladeada por ousadas brancas coxas,
Ardente, inchada, brilhante
Buscando por ávido olhar,
Excitava-me o desconhecido,
dizendo o que eu queria ouvir
Indecências tantas,
Língua nervosa simulando gesto,
que eu chegava a sentir
Mostrava-a com gosto,
Abria mais ...
O anonimato permitia a desinibição
Sem nomes, sem rostos, sem números,
Olhos na aberta intimidade
E cada vez abrindo mais
Deslizava a fantasia sob os dedos molhados,
Os ouvidos cheios de indecência
Só as vozes se tocavam
Sem pudor, sem limites, sem restrições,
Diante de mim, brinquedo rijo, em riste,
Inquieto e moleque,
Macho apaixonante,
Que me fez gemer, me entregar toda encharcada,
Tudo se perderá a um clique
Até um próximo ficante virtual...
Delicia anônima...

Vera Celms
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