sábado, 18 de julho de 2015

FÊMINA ORA ÍNTIMA





É preciso respeitar a lascívia de uma mulher,
Tem um quê de recato, ruborizado,
Tem um quê de ideal, o momento,
É preciso fazer o olhar e a íntimidade brilhar,
Necessário haver disposição e entrega,
Como flor que desabrocha,
Como o vento que faz a saia levantar,
A fêmea no cio, brilha, relaxa, procura,
Fica saliente, interessada, dá sinais,
Saliva, ruboriza, se agita,
O olhar fica vivaz, o gesto audaz,
Mulher excitada, pode não pegar,
Mas, se pegar não larga,
Sabe bem o que dizer, e o que fazer,
Tudo acontece naturalmente,
Lança-se, insinua-se, provoca,
É preciso, respeitar e reconhecer,
Fora do momento, ela foge, se esconde, nega,
E pode não voltar...

Vera Celms
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quarta-feira, 8 de julho de 2015

SWING AS ESCURAS



Passou por mim,
Escuro ainda,
Lambeu meus lábios com suavidade,
Beijou-me o pescoço,
Acariciou meus seios
E aquele cheiro, não havia em outro
A fêmea extasiada,
jamais esquece o macho que lhe deu prazer
Frêmito momento,
seria alegria ou cólera,
prazer, ou paixão,
Naquele instante, não haviam mais joelhos que me firmassem,
Nem pernas que me erguessem,
Tudo era aflição, estremecimento, emoção,
Naquele momento, tudo era só tesão,
Abri meus braços, entregue,
Permiti aproximação, invasão,
Instante tão íntimo, 
Abertura delgada, tão lisa, aberta sulcada,
Olor contagiante,
Devoro-te então em pleno êxtase,
Em pleno voo, levitação,
Cegos de prazer,
Transcendência única,
Ir e voltar sem sair do lugar,
E permanecer ali,
Era ele, apesar da escuridão,
Quiçá um dia, conhecer seu rosto...

Vera Celms

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domingo, 5 de julho de 2015

NUDEZ PROIBIDA







A nudez aqui é proibida, pra não burlar a ousadia,
Um vão, uma fresta
Uma mão, uma festa
Improba mão boba
Nada é mais derrocador, que um julgamento tendencioso,
ou precipitado, ou errado
Entregue-se ao pecado
A língua e o tato, são só antenas aferidoras,
Sempre soube do teu gosto, do teu toque, da tua pele,
Tua temperatura, é onde eu fervo
E teu corpo, é onde me acho, sempre que extasio,
Como me negar a ti, se já me tens?
Sempre fui tua, ainda que nem eu soubesse,
Não digo que me guardei,
Não digo que a outro jamais me entreguei,
Mas, hoje eu sei, que era por ti que buscava
Mantenha agora, teu olhar sobre mim,
Desfilarei fogosa,
E estarei pra sempre no  teu leito, no teu deleite,
Agora que descobri, que é sob teu prazer que o meu grita,
Que meu gemido só é involuntário nos teus movimentos,
E que meu corpo só arde, sob o teu...
Te quero, te provoco,
Te ofereço meu gosto, meu cheiro,
A visão do meu ponto excitado
E te enlouqueço...

Vera Celms
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