quinta-feira, 25 de junho de 2015

DISTANTES



De que vale eu oferecer,
meu desejo eriçado, lisinho,
Em contato com a sua pele,
Cheiro adocicado, espalhado no ar,
que guardo entre meus dedos,
Se minha ardência não alcança sua mão,
E seu prazer se espalha longe do meu,
De que vale eu me entreabrir à visão,
Se seus olhos estarão distantes,
Impossibilitados de observar a rigidez, por ti,  irrigada,
De que adianta eu tanto lhe querer,
Tanto desejar me entregar,
Se a geografia está contra nós,
Ardo sem ti...
Queimando de prazer...

Vera Celms

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