domingo, 29 de março de 2015

ATIÇADA





Via pela janela do quarto. O quintal contíguo, e a circulação no mínimo, interessante. Estava eu, no décimo segundo andar.
Percebia um casal, jovem. Talvez irmãos, talvez namorados, talvez amigos.
Um Cocker Spaniel dourado, pelos movimentos, macho, que saía a passear, pela guia, toda tarde com a moça.
Era quase de se contar no relógio. Aproximadamente uma hora de passeio, e pelo menos, 45 minutos de cenas instigantes.
O rapaz, depois de 5 minutos dela sair com o cão, saía pela porta da cozinha para o quintal, sem camisa, de short largo e visivelmente excitado.
Algumas vezes, sentava na soleira da porta, e deixava sua excitação escapar pela perna do short, sem nenhuma cerimônia.
Era certo que, do meu prédio, como eu, alguém mais pudesse ver o que se passava naquele quintal vizinho.
Sentado ali, acariciava toda aquela excitação, deixando-a cada vez maior e mais brilhante. E eu, cada vez mais excitada.
Impossível não reagir àquela cena.
Sentia-me quente, molhada, inchada, mamilos rijos... e era inevitável recorrer a sensação mais intensa e pulsante.
Com o passar dos tempo, notava que aquela cena era diária. Sempre no mesmo horário.
Aprendi, de um dia pra outro, que aquela hora era de pouca ou nenhuma roupa.
Um vestidinho abotoado na frente, sob o corpo nu. Impossível não socorrer a intensidade do tesão que sentia.
Passava o dedo vagarosamente pelo vãozinho molhado, sentindo algo avolumar-se sob os dedos insistentes.
Com o tempo, comecei a deixar o vestido aberto, e não demorou para que ele notasse minha presença na janela do quarto, com os seios a mostra, ou em pé na cama brincando com minha menina...
Então a mobilidade dele também começou a evoluir, ora sentado na soleira da porta, ora em pé, com o short puxado para o lado.
Magnífico brinquedo! Irresistível. E com plateia, ficava cada vez melhor.
Não demorou para que o short descesse até os joelhos, deixando que eu, e quem mais houvesse ali, pudesse ver aquela excitação em riste, avolumada, molhada e nervosa.
O menino nu... logo deixaria o short dentro de casa, saindo para o quintal, em pelo... deliciosamente nu...
Ele andava pelo quintal, desfilando pra minha total loucura...
Tinha vontade de descer até lá, ou de pedir que ele subisse... mas, era tão mais duradoura aquela forma.
Ele, cada vez mais atrevido, chegava a deitar-se no chão, com aquela torre de prazer, plenamente em riste, em movimentos repetitivos, ora largos, ora curtos... ora lentos, ora rápidos. Divertíamo-nos todos os dias.  Seguidamente.
Certo dia acordei mais cedo  - sempre acordava perto do meio dia – e não resisti a uma espiadinha no quintal vizinho.
Surpresa!!!
Desta vez vi a moça no quintal, com seu Cocker dourado. Ela estendia roupa, enquanto o cãozinho, fazia qualquer coisa por baixo de sua saia. Aquela cena, fez-me estremecer de tesão!
Ela parada, de pernas abertas, não saía do lugar, como seria se não estivesse mesmo, só estendendo roupas.
O cãozinho abanava o toquinho do rabo, agitado. E revezava de frente pra trás e para frente de novo. Ela simplesmente permanecia ali, deixando.
Não sei se o cãozinho a cheirava ou lambia, pois colava o focinho, demoradamente por baixo da sainha dela. Se estivesse de calcinha, ele a estaria cheirando insistentemente. Mas, tudo me fazia crer que ali não havia calcinha alguma.
De repente, tive certeza; ela se agachou, pernas abertas, e pude ver sua menina lisinha, aberta e molhada, e o cãozinho insistente, de frente pra trás, pra frente novamente e lambia. Como lambia!!!
Não podia parar de olhar... nunca havia visto nada do gênero. Já ouvira falar de pessoas que gostam de fazer sexo com animais, mas ver, ali ao vivo, era muito excitante.
De repente ela sentou-se no chão, logo abaixo do lençol estendido no varal, talvez supondo estar encoberta. A visão era perfeita.
Belas e longas pernas, abertas, mãos apoiadas atrás do corpo, no chão. Cãozinho desesperado, lambendo insistente, que cheguei a desejar que aquilo fosse comigo. 
Tinha acabado de me levantar, de calcinha e camisetinha, que logo deixei pelo caminho, no chão mesmo. Permaneci ali, nua, novamente, percorrendo insistente e vagarosamente toda minha excitação. Deixei que me visse nua, na janela do quarto. Seios a mostra, até eu subir na cama, deixando que ela pudesse me ver completamente nua ali, brincando com minha ensopadinha.
Cheguei a invejar a moça. Quis ter um cãozinho assim, obediente e interessado...
Quando me viu na janela, nua, ela pôs-se de quatro no quintal, ainda abaixo do lençol e deixou que o cãozinho subisse nela. Aihhh.... não acreditava no que estava vendo. Desajeitado, ele se esfregava na coxa dela... e ela ali, movia-se vagarosamente, para não desequilibrar o animal, e me olhava.
Então, de repente levantou-se e o cãozinho seguiu desesperado atrás dela, quintal a fora...  e eu ali permaneci... assistindo a cena mais que inusitada.
Ela então encostou-se no muro, pernas abertas, e deixou o cãozinho lamber e cheirar,  e subir na sua perna... quando achava que a coisa ia acabar, entrava cozinha a dentro e deixava o cãozinho latindo e raspando a porta.
Uns 10 ou 15 minutos, e ela voltava. E o cãozinho praticamente a atacava... subindo nela, andando mesmo... Eu mantinha meu posto de observação, sentindo o inchaço vibrante, pulsante...
De repente sumia de vez, e deixava o pobre do animal, chorando e raspando a porta até cansar. Latia, latia, latia...  
Aquele passou a ser o meu sinal... pela manhã, quando o cãozinho começava a latir no quintal, insistente, sabia que era hora de festa e participava eu daqui e ela e o totó lá no quintal.
Era um revezamento delicioso. A moça e seu cãozinho pela manhã e a tarde o moço e sua torre de prazer...
Eu já não me molhava mais; eu permanecia molhada... como é bom gozar, na vida!!!.....


Vera Celms
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segunda-feira, 23 de março de 2015

COBIÇADO



É fácil querer-te,
Olhar-te impassível, impossível,
Olhar sedutor, desejo travado,
Rubra boca, língua que impõe,
Olha-me com faro de lobo,
Sente meu cio de loba,
Deixe que te queira oculto
Permita-me imaginar o que não vejo
Deixa que teu desejo tenha o tamanho que eu quiser,
A espessura que eu desejo
O alcance que eu preciso,
Deixa que imagine teu braço forte,
Teus pelos acarinhando a maciez dos meus seios
Deixa que eu relacione, com eles, minha alva pele
Entrego-me toda, sabendo que não o terei
A  opção é minha... e a melhor fantasia também; você,
Escondido sob minha resistência,
Deixa que imagine o feito, pelo movimento de teu ombro,
Deixa que te tenha assim, no tempo meu,
Na minha cama, no meu caminho; transgressora,
Posso ver a malicia do seu sorriso, ao ler-me,
Sabe que essa confissão, é pra você,
Queira-me... cobice-me... fantasie...
Pense que depois desta, varias inspirações virão de você,
E quanto mais insistir, sorridente, me esconderei...

Vera Celms

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domingo, 8 de março de 2015

OLHA-ME





Queria que me visse,
Saindo do banho,
Cruzando nua, o corredor...
Me preparando pra deitar,
Queria que me visse,
Já deitado nos meus lençóis
Com a cabeça apoiada sobre o braço,
Chamando a atenção,
para a indisfarçável excitação,
esperada ereção,
Desejo em riste,
Perfumo-me, insinuante,
Ensaio vestir uma calcinha, que vai ao chão,
Ensaio vestir a camisola, laço que me puxa,
Caindo ao seu lado sob, então, nossos lençóis,
Fingindo não querer-te,
Fazendo meiguice, doçura, charminho,
Só pra sentir com maior intensidade, o seu tesão...
Queria, como quero!!!

Vera Celms
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quinta-feira, 5 de março de 2015