segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

MOÇA DISTRAÍDA





Doce moça distraída
Não conhece o imaginário masculino
Sem pudores ou culpas
Deixa-me ver o branco vértice
Meu túmido desejo avolumado indecente,
provocado quer ver, sentir a inocente
Olho, reolho, posto-me de frente
Vislumbro a textura, o cheiro, a lisura
Olhos tão certos em imagem tão pura
Doce moça distraída, pernas entreabertas
A luz do dia faz brilhar os pelos da coxa
E imaginar se é loira a íntima
sob a alva transparência tão fina
Pois pouca, ou nenhuma é a sombra vista,
Atiça-me, leva-me a loucura,
Quase a saltar,
Pouco falta para eu lhe avançar,
Doce moça distraída,
Tão absorta, despreocupada, deve ser virgem,
Tanta fantasia e desejo, me causa vertigem,
Passaria somente a mão sobre tua coxa,
Sobre teu segredo,
Que inocente, pisca-me um olho,
Sem sequer imaginar o mal que me faz...

Vera Celms
Licença Creative Commons
MOÇA DISTRAÍDA de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

2 comentários:

  1. Eitaaa, Moça tão Distraída! rsrsrrs
    Teus versos envolvem a malícia na sensualidade.
    Escancarando um desejo desejado.
    Adorei, querida Vera.
    Parabéns, pela grande criação.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, querida MÔnica... é sempre um prazer tua visita e teu comentário. Grande beijo de VC... volte sempre, volte mais...

      Excluir