domingo, 18 de janeiro de 2015

ALUCINADOS





Te convido a brincar
Te puxo pela mão
Te mostro o lugar preferido, exposta...
Trago os brinquedos todos,
Chamo-te, prazer
Chama-me, prazer
Afinal, trocaremos prazeres tantos
que cairemos, nos braços um do outro,
Então, me chama a brincar,
Me puxas pela mão,
Me mostra o lugar preferido, em riste...
Traz todos os brinquedos,
Aproveitamos então o abraço
E roçamos teu brinquedo no meu brinquedo,
Até que nos chamemos, prazer...
nos olhos um do outro,  bem fundo, bem forte,
Derretendo, derramando, colando pele com pele,
Pegando a mão com a mão,
Pegando brinquedos na boca,
Fazendo arte, novas brincadeiras, loucuras...
Aprendendo , decorando seu gosto, o caminho do
prazer; no corpo, na ponta dos dedos, na ponta da língua,
Leva meu gosto, meu cheiro,
Agora moro em ti, e mora em mim,
Então, te chamo pra brincar em mim,
Me chame pra brincar em ti,
Alucinados ...

Vera Celms
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MOSTRA PRA MIM





Imagem virtual madura,
Quanto já te quis!
Pernas, pelos, postura máscula,
Macho delirante poético,
Poeta de poucas letras, muitas palavras, infinitas intenções,
De poucos músculos e muita ousadia,
Por baixo da sunga discreta, esconde-se tua perversidade,
Que me olha sombria, pela trama da lycra escura,
Sei de teu formato intimo,
Sei da força da tua libido,
Sei de cada expressão excitada, no teu rosto,
Teus olhos se apertam, sem deixar de ver
Teus lábios, mordidos lambidos, avermelham-se
Tuas mãos desalinham teus cabelos,
ar de menino brincando,
suado, entrando correndo no quarto...
continuando a brincar...
Conheço-te sem disfarces,
Com os óculos embaçados de suor, caindo do rosto,
Com as mãos inquietas e travessas,
Bem além da pose da foto,
com água na boca, com tesão no olhar,
Lembrando ansiosa, quando me pedia,
salivante, quase suplicante:  - mostra pra mim?!!!

Vera Celms
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

MOÇA DISTRAÍDA





Doce moça distraída
Não conhece o imaginário masculino
Sem pudores ou culpas
Deixa-me ver o branco vértice
Meu túmido desejo avolumado indecente,
provocado quer ver, sentir a inocente
Olho, reolho, posto-me de frente
Vislumbro a textura, o cheiro, a lisura
Olhos tão certos em imagem tão pura
Doce moça distraída, pernas entreabertas
A luz do dia faz brilhar os pelos da coxa
E imaginar se é loira a íntima
sob a alva transparência tão fina
Pois pouca, ou nenhuma é a sombra vista,
Atiça-me, leva-me a loucura,
Quase a saltar,
Pouco falta para eu lhe avançar,
Doce moça distraída,
Tão absorta, despreocupada, deve ser virgem,
Tanta fantasia e desejo, me causa vertigem,
Passaria somente a mão sobre tua coxa,
Sobre teu segredo,
Que inocente, pisca-me um olho,
Sem sequer imaginar o mal que me faz...

Vera Celms
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