domingo, 20 de julho de 2014

PRESA CONFUSA, CAÇA RENDIDA





Gosto do comprimento das minhas saias
E da forma como as invade,
Sem licença, sem pudor,
Diante de ti, meu desejo é tão próximo
Tudo podes, tudo queres,
Olha-me nos olhos, enquanto
Toca-me incisivo, safado, voraz,
Tanto sente, tudo faz,
Gosto quando lambe minha boca,
Enquanto a mão procura acessos,
Impossível deter você
Não quero, não vou ... permito,
Vem certeiro,
Encontra-me úmida só por você,
Suspiro, gemo, remexo o corpo,
Ousada, safada, provocativa,
Lambo sua boca,
Me entrego num beijo,
Entreabro pernas, boca, fantasias,
Sinto-te com a mão,
Poderia livrar-te das roupas,
Caso não o tivesse feito,
Num momento sou presa confusa,
No seguinte sou rendida caça,
Devassa,
Agora, todo lugar é lugar,
Toda tentativa é prazer,
Me invade, explora,
Realiza teus desejos nos meus,
Gozando no meu gozo...

Vera Celms
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segunda-feira, 7 de julho de 2014

VARANDO A NOITE





E cá estamos nós,
Imaginando delírios,
Flanando,
Anjos distraídos,
Procurando a quem flechar,
Miro no seu peito,
Você, perde-se no meu,
Palavras carregadas de prazeres sem freios,
Tênue linha, entre a loucura e o abismo
Entre a entrega e a perdição,
Cios humanos não mentem
Delatam-se pelos olhos, pela salivação,
Pele arrepiada, mãos enlouquecidas,
Pernas entrelaçadas,
A noite toda, cruzamos, em pleno cio,
Dou-te um segredo a desvendar,
Dá-te-me um intenso imenso palpitar,
Esteja aqui, quando me entregar,
Estarei aqui, quando chegar,
Sonhando de verdade,
Tocando, aquecendo,
Pronta a oferecer-te,
O que de mais vivo há em mim
Pulso-te, completamente
Ainda que, só Deus saiba...

Vera Celms
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