domingo, 9 de fevereiro de 2014

DISTRAÍDA



imagem colhida na Internet

Doce moça distraída
Judia do imaginário masculino
Sem pudores ou culpas
Deixa ver o branco vértice
Túmidos desejos avolumados indecentes
Provocados querem ver,
sentir a inocente
Olham, reolham, postam-se de frente
Vislumbram a textura, o cheiro, a lisura
Olhos tão certos em imagem tão incerta
Doce moça distraída, entreabertas pernas,
A luz do dia faz brilhar, os descoloridos pelos das coxas
E imaginar se é loira a íntima
Imaginário masculino tão volúvel,
Flerta, imagina, deseja,
Roçar, pegar, ver as ancas a gingar,
E a moça distraída, nada quer,
oferece a visão ideal, anônima,
despretensiosa, fantasiosa, desejosa,
Passa e vai, segue caminho,
Depois de desarrumar o juízo de todos,
Olha como quem não vê,
Mostra, como se não notasse,
Faz, como quem não sente,
Mas, adora ver a rapaziada louca,
Distraída...

Vera Celms
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