domingo, 11 de agosto de 2013

DE ÔNIBUS AO CÉU






Entrei naquele ônibus, com o calor das noites de verão, sob as roupas.
Queimava, sentindo como se todos os homens pudessem ver minha excitação por sob as saias.
Era como se meu sexo tivesse ficado saliente. Chamava a atenção masculina, sem nada fazer.
Havia ainda um lugar no fundo do ônibus, em que poderia me sentar. Optei por ficar em pé.
Sabia que nas próximas paradas, o coletivo costumava encher.
Não demorou, até que minha previsão se confirmasse.
Sentia as pessoas passarem atrás de mim, e projetava meu corpo pra trás, pra sentir melhor o contato das pessoas.
Num desses pontos, subiu um homem. Uns 38 ou 40 anos no máximo. Moreno, alto, corpo bem formado. Expressão madura, extremamente sensual.
Aproximou-se de mim, não chegando a encostar. Podia sentir sua coxa na minha. Olhei-o delicadamente, com olhar sorridente. Ele retribuiu, sem entretanto se aproximar mais.
O toque daquela coxa na minha, fez com que o calor aumentasse e senti meu sexo arder. Insinuei-me, sem resultado. Sorri maliciosa. Joguei o cabelo, para que ele sentisse meu perfume.
Por um momento, tive vontade de levantar minha saia, para que ele se excitasse também, mas achei arriscado.
Sua coxa continuava tocando a minha, conforme o movimento do ônibus e não aguentei mais por muito tempo.
Foi então que tomei a iniciativa. Levei minha mão para o lado, posando-a sobre seu sexo.
Pude senti-lo crescer sob minha mão interessada. Em instantes, o que via como interesse havia se transformado no foco principal da minha loucura.
Acariciei, apertei, sentido toda a extensão daquele meu desespero. Grosso, duro, e já começando a umedecer a calça.
Em poucos instantes, ele já havia tomado posição, para que eu pudesse continuar na minha “brincadeira” sem maiores esforços.
Senti quando sua mão segurou a minha enquanto a direcionava para a ponta de seu zíper. Puxei lentamente.
Olhando-o sutilmente, pude ver aquele rochedo saltar sob a cueca branca, pela abertura do zíper.
Endoidecida, não me contentei. Intrometi a mão para dentro daquela cueca branca e tomei-o na mão. Era grande, do tamanho do meu desejo. Minha mão, rapidamente sentiu o poder daquela “arma”sexual.
Ainda com ele na minha mão, dei-lhe as costas, propiciando a aproximação direta.
Entendido o recado, ele aproximou-se de mim, e levantando minha saia, colocou-o entre minhas coxas. Estremeci freneticamente. Sentia corar enquanto ardia.
Por um momento, perdi a noção de tudo em volta de nós e me entreguei a aquele contato duro e ousado.
Não demorou a sentir a ausência da minha calcinha, e passou a roçar aquela maravilha em toda a extensão, cutucando-me incisivamente.
Não queria que entrasse em mim. Queria que continuasse ali, curioso, procurando meus acessos.
Foram minutos que duravam séculos e eu só pedia,  que não acabassem nunca mais.
Senti sua mão aberta sobre minha xana, e um dedo de repente encontrar minha rachinha inundada de prazer. Voltei a pegar seu pau, deixando que ele brincasse com minha menina, livremente.
Masturbamo-nos ali mesmo, deliciosa e demoradamente. Não sei seu nome, não sei onde mora, só sei que tem com ele a inspiração dos meus sonhos mais recorrentes.

Vera Celms
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