domingo, 25 de agosto de 2013

QUERENDO MAIS





Amo lembrar
Da sua boca,
se aproximando da minha
Dos seus olhos,
olhando os meus bem de perto
Do seu corpo roçando meu corpo
Fazendo-se sentir inteiro
Excitado, envolvido,
Do seu braço amparando meu corpo
Convidando ao relaxamento
Convidando ao adormecer
Amo lembrar
Da nossa intimidade,
Dos nossos corpos deitados,
lado a lado,
enquanto a madrugada desfilava,
diante de nossos olhos,
desperta
Do seu vigor, possuindo meu cio
Da sua língua tão ousada
Tirando-me o centro,
Levando-me as alturas
Das suas pernas abraçando as minhas
Enquanto eu levitava de tesão
Adoro lembrar
Do seu êxtase,
Ao ouvir os sons do meu delírio
Querendo muito mais
Adoro sentir seus dedos me provocando
Suas mãos me tocando
E seu membro, dentro de mim
Embaralhando todos os meus pensamentos
Amo lembrar, o quanto me quer,
Pois que te quero tanto, e de novo,
Te quero mais...

Vera Celms
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O trabalho QUERENDO MAIS de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

domingo, 18 de agosto de 2013

NÃO DIGA NADA





Melhor não dizer nada...
Nada que não possa calar com um beijo
Apressado, na medida da saudade.
ou do desejo acumulado
Nada que não seja exatamente urgente,
ou estarrecedor, ou avassalador,
Melhor adiar todos os assuntos
Desmarcar todos os compromissos
Esquecer os relógios em casa,
Nem olhar pra trás,
Sei que nossos olhos, ou estarão fixos,
dentro dos nossos olhos,
ou estarão fechados,
para não perdermos nenhum momento
Impossível não sentir a reação do corpo
Em curtos espasmos
Onde a circulação passa a ser mais intensa,
rápida, e sensível,
Úmida pra mim, 
pra você saliente,
A minha mão delataria,
A sua, ainda que não quisesse, ocultaria,
Então, melhor não dizer nada,
Colha-me pela nuca e pela cintura,
Cole a sua boca na minha,
E deixe-me sentir a saliência do seu desejo todo,
Tirando-me o ar
Impedindo-me a palavra e a reação,
E me beija, como teria, a uma década
Desacumula-nos,
E ainda que eu relute ou recuse,
Cala-me, sufoca-me,
Morda-me se preciso for,
E eu me entrego...

Vera Celms
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domingo, 11 de agosto de 2013

DE ÔNIBUS AO CÉU






Entrei naquele ônibus, com o calor das noites de verão, sob as roupas.
Queimava, sentindo como se todos os homens pudessem ver minha excitação por sob as saias.
Era como se meu sexo tivesse ficado saliente. Chamava a atenção masculina, sem nada fazer.
Havia ainda um lugar no fundo do ônibus, em que poderia me sentar. Optei por ficar em pé.
Sabia que nas próximas paradas, o coletivo costumava encher.
Não demorou, até que minha previsão se confirmasse.
Sentia as pessoas passarem atrás de mim, e projetava meu corpo pra trás, pra sentir melhor o contato das pessoas.
Num desses pontos, subiu um homem. Uns 38 ou 40 anos no máximo. Moreno, alto, corpo bem formado. Expressão madura, extremamente sensual.
Aproximou-se de mim, não chegando a encostar. Podia sentir sua coxa na minha. Olhei-o delicadamente, com olhar sorridente. Ele retribuiu, sem entretanto se aproximar mais.
O toque daquela coxa na minha, fez com que o calor aumentasse e senti meu sexo arder. Insinuei-me, sem resultado. Sorri maliciosa. Joguei o cabelo, para que ele sentisse meu perfume.
Por um momento, tive vontade de levantar minha saia, para que ele se excitasse também, mas achei arriscado.
Sua coxa continuava tocando a minha, conforme o movimento do ônibus e não aguentei mais por muito tempo.
Foi então que tomei a iniciativa. Levei minha mão para o lado, posando-a sobre seu sexo.
Pude senti-lo crescer sob minha mão interessada. Em instantes, o que via como interesse havia se transformado no foco principal da minha loucura.
Acariciei, apertei, sentido toda a extensão daquele meu desespero. Grosso, duro, e já começando a umedecer a calça.
Em poucos instantes, ele já havia tomado posição, para que eu pudesse continuar na minha “brincadeira” sem maiores esforços.
Senti quando sua mão segurou a minha enquanto a direcionava para a ponta de seu zíper. Puxei lentamente.
Olhando-o sutilmente, pude ver aquele rochedo saltar sob a cueca branca, pela abertura do zíper.
Endoidecida, não me contentei. Intrometi a mão para dentro daquela cueca branca e tomei-o na mão. Era grande, do tamanho do meu desejo. Minha mão, rapidamente sentiu o poder daquela “arma”sexual.
Ainda com ele na minha mão, dei-lhe as costas, propiciando a aproximação direta.
Entendido o recado, ele aproximou-se de mim, e levantando minha saia, colocou-o entre minhas coxas. Estremeci freneticamente. Sentia corar enquanto ardia.
Por um momento, perdi a noção de tudo em volta de nós e me entreguei a aquele contato duro e ousado.
Não demorou a sentir a ausência da minha calcinha, e passou a roçar aquela maravilha em toda a extensão, cutucando-me incisivamente.
Não queria que entrasse em mim. Queria que continuasse ali, curioso, procurando meus acessos.
Foram minutos que duravam séculos e eu só pedia,  que não acabassem nunca mais.
Senti sua mão aberta sobre minha xana, e um dedo de repente encontrar minha rachinha inundada de prazer. Voltei a pegar seu pau, deixando que ele brincasse com minha menina, livremente.
Masturbamo-nos ali mesmo, deliciosa e demoradamente. Não sei seu nome, não sei onde mora, só sei que tem com ele a inspiração dos meus sonhos mais recorrentes.

Vera Celms
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sábado, 10 de agosto de 2013

NÃO SONHEI SÓ





Acordo nua, preguiçosa,
        Lânguida e manhosa,
        Dengosa,
Interessada e gostosa,
Ainda sentindo os espasmos,
Dos últimos sonhos da madrugada
Deito sobre seu peito
E pelo meu cheiro em seus dedos,
Entendendo não ter sonhado só ...

Vera Celms
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domingo, 4 de agosto de 2013

SOBRE LAGOS E COXAS







Aos cisnes, o lago,
A você, as minhas coxas,
Molhadas de prazer
Onde a prazerosa viagem começa
Toque-me como quiser
Mãos, língua, pélvis,
Descubra o meu sabor
Viscoso, prazeroso, gostoso,
É por você que verto,
Néctares, suspiros, gemidos,
São todos seus...
Provocados por palavras e situações
Por atitudes libidinosas
Por assuntos provocantes
Por toques, furtivos e sacanas
Derreto-me em qualquer temperatura
Desde que em teus braços,
Possa sentir tua excitação
Cutucando, por trás, minha vontade,
Insistente, incisivo, persistente,
Arrepiada e molhada,
Quero fitar teus olhos brilhantes,
Lá, do meio das minhas coxas,
Onde é teu oásis de mim...

Vera Celms