domingo, 12 de maio de 2013

QUE ME BUSQUEM TUAS MÃOS





Quando tuas mãos me buscam
Sabes que há em mim
Um fogo que arde
Arrepios me delatam
Olhares úmidos,
Sorrisos nervosos
As mãos nos cabelos
Nego-me a você
Sem convicção,
Sem muita resistência
Sem precaução...
Nenhum pudor e me entrego
Lasciva, libidinosa, libertina,
Derrubo-me em tua cama,
No mato do caminho
Escondida só dos olhares mais evidentes
Na beira dos acostamentos estradeiros
Quando tuas mãos me buscam
Encharcam-se de mim, e
Derramas em meus lábios
Que beijas, beijas a se perder
Sem mais se encontrar
Senão diante do meu vértice sagrado,
Canteiro da minha sementeira feliz
Sorrindo, com os olhos reluzentes
Fitando-me, com a espada desembainhada
Em riste,
Dou-me vencida e vencedora,
Quando tuas mãos me buscam...

Vera Celms

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