terça-feira, 28 de maio de 2013

domingo, 26 de maio de 2013

ABRAÇO AVOLUMADO





Abraço,

Que me envolve

Corpo, alma e emoção

Apaixonada,

Suspirante,

Enquanto a mão

Ousada, procura

Passeia,

Vasculha,

Sente,

Seios, curvas, arrepios

Nada escapa

A astúcia da boba mão

O suspiro vem alto

O calor vem rápido

E molha a astuta mão

O corpo roça o corpo

Segredo em riste

Que roça molhado segredo

E pega fogo sem demora

A razão agora já foi embora

E o mundo já é um turbilhão

Passa por cima

Que passa por baixo

Que passa por todo lado

Abraço apertado

Passação de mão

Faz que entra e roça por fora

Faz que molha e incendeia agora

Ninguém mais é de ninguém

Todo mundo é de todo mundo

Eu sou tua e você é meu

Pronto... agora fodeu!!!



Vera Celms
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ABRAÇO AVOLUMADO de Vera Celms é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada

domingo, 19 de maio de 2013

O MUNDO ALI NÃO É MAIS....




Amo aquela curvinha
Que se forma quando sorri
Seus olhos se apertam
Expulsando brilho
Sorrindo também
Sua cabeça se move inquieta
Seus cabelos descrevem no ar
Movimentos sutis
Arcos e semi arcos
Parábolas completas
De repente seus olhos param
Incisivos, resolutos
Fitando-me provocantes
O sorriso é calado
Dando espaço a gestos obscenos
Língua safada, libidinosa,
Louca,
Então não resisto,
Faço minha boca colar-se a sua,
E sugo o lascivo mel,
Enquanto nossas mãos
Procuram justificar tal libidinagem
Aumentando em nós o prazer,
Loucura...
vibração, tensão, tesão,
Prazer alucinado,
Nesse momento sou tua,
Você é minha...
E o mundo inteiro,
Ali não é mais...

Vera Celms

domingo, 12 de maio de 2013

QUE ME BUSQUEM TUAS MÃOS





Quando tuas mãos me buscam
Sabes que há em mim
Um fogo que arde
Arrepios me delatam
Olhares úmidos,
Sorrisos nervosos
As mãos nos cabelos
Nego-me a você
Sem convicção,
Sem muita resistência
Sem precaução...
Nenhum pudor e me entrego
Lasciva, libidinosa, libertina,
Derrubo-me em tua cama,
No mato do caminho
Escondida só dos olhares mais evidentes
Na beira dos acostamentos estradeiros
Quando tuas mãos me buscam
Encharcam-se de mim, e
Derramas em meus lábios
Que beijas, beijas a se perder
Sem mais se encontrar
Senão diante do meu vértice sagrado,
Canteiro da minha sementeira feliz
Sorrindo, com os olhos reluzentes
Fitando-me, com a espada desembainhada
Em riste,
Dou-me vencida e vencedora,
Quando tuas mãos me buscam...

Vera Celms

domingo, 5 de maio de 2013

CONVERSANDRO





Primeiro vieram palavras
Que contavam coisas,
Argumentavam, elucubravam,
Enquanto o olhar, insinuante,
Entre elas, delatava fantasias,
Desejos, fetiches,
Viagens dos seus olhos,
... corpo meu ...
Curtas palavras contavam
Juízos, imagens, reflexos,
Luz baixa indireta,
O travesseiro que apoiava a cabeça
Indicava hora íntima,
O fluir das confissões,
Fazia com que as sensações
Concentrassem-se na pele,
Nos poros,
Em úmidos olhos
Em úmidos pontos
onde a circulação é mais sensível
Ousados sonhos, feitos realidade
Expostos fêminos montes
Alva pele, róseos bicos,
Úmidos dedos em aflitas mãos
Farta imaginação diante de imagens
Massageando irrigado relevo
Ora pico, ora vale,
Ora monte, ora vértice,
Era eu e era você,
Emoção em alta,
Desejo, prazer, viagem,
Tão longe, quase tudo,
Ora sonho, ora verdade,
Adormecemos sonho,
Acordamos realidade...

Vera Celms