domingo, 27 de janeiro de 2013

O HOMEM NU





Sentia-me acuada,
Escuridão completa,
No chão, só refletida indireta,
a luz da lua
Lugar desconhecido
Medo do incerto
Perfume amadeirado no ar,
Ouvia, além da minha,
uma respiração compassada,
Forte e ofegante,
O hálito doce e quente, tão próximo,
E uma insinuante voz grave,
a sussurrar inaudíveis palavras
Tatear era a única forma de conhecer o cenário
Certa de estar perdida
No escuro total
Diante de um homem,
agora revelado nu
Não havia como tatear
Sem esbarrar nas pontiagudas intenções
Esquivar-me ou entregar-me?
Tudo agora dependia do mesmo tempo
Que a tudo assistia,
 já urgente...

Vera Celms
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O trabalho O HOMEM NU de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

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