domingo, 28 de outubro de 2012

NA PONTA DA SUA ESPADA





Traga-me seu coração

Na ponta de sua espada

Após varar a noite

A madrugada

Caçando

Bruxas, monstros ou fadas

Não quero caças fantásticas

Quero o fantástico de ti

Aquilo que puder render-me

Entregue-me ou renda-se

Aos meus caprichos mais femininos

E com o coração na ponta da sua espada

Amarei você, até o fim da madrugada

Da vida, dos tempos

Amarei você até onde me quiser

Enquanto me quiser

Caçador de meus desejos

Desbravador do meu cio

Explorador do meu prazer

Estarei então capturada

Na ponta da sua espada,

Afinal entregue,

rendida, extasiada...



Vera Celms
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domingo, 21 de outubro de 2012

TUAS COXAS





Quis recostar meu corpo

Sobre a colcha que abrigou suas coxas

Nuas, inquietas, provocantes...

Queria apoiar meu rosto

Sobre a fronha esbarrada,

nos pelos selvagens da sua púbis

enquanto dormia entre suas pernas

Sonharia com teu gosto

Sentindo o cheiro da sua excitação

Talvez fosse um lobo

Farejando teu cio

Uivando excitado

Talvez fosse um leão enjaulado

Talvez fosse um colibri exaltado

O teu cio me chamaria

Em todos os sonhos, mil vezes,

Como chama na saudade da tua ausência

Quis recostar na colcha que abrigou tuas coxas

Pra de alguma forma, poder de novo, 
dormir entre elas...



Vera Celms
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domingo, 14 de outubro de 2012

MINHA FADA, MINHA BRUXA



Quando volto pra casa
Com o corpo exausto

Com a pele açoitada

Querendo mais nada,

e me cobras tudo o que não fiz

Lembra-me da louça, da louca

Lembra-me da roupa, e da falta de nudez

Leva-me ao limite, e bem alem de todo limite

Aí sou bruxa

Adormeço suja, torta, desalinhada



Quando acordo

Branda da noite

Com a pele renovada

Querendo conversar, resolver e mais tudo

Não lembras do que foi dito ou feito

Abraça-me louca,

Com olhos brincalhões sobre minha nudez

Leva-me ao limite, e bem além do meu próprio limite

Aí sou fada

Recostada no teu peito, adormeço extasiada...



Vera Celms
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domingo, 7 de outubro de 2012

NOVO DESFECHO




Guardei suas digitais no suor do meu corpo,
nos meus poros dilatados,
nas  minhas entranhas inchadas pela excitação
Agora, devolvo de mim,
a imagem extasiada para gravar nas suas retinas
Vem, já conheces o caminho
Já visitou minhas coxas
Não terá dificuldade seguindo o mesmo caminho
Por mais tempo que tenha passado
Nossa memória ainda guarda nosso cheiro
Prometo desta vez que partirá de onde parou
Se assim o desejar
Vem, fareja meu cio latente
Toma conta de mim
Invade, explora, viaja, transcende,
Encoxa-me tua vontade acumulada
Apalpa-me indecente  
Leva contigo o que quiser
Mas, mata a saudade
Daquelas coxas,
que não mais se acabam no lingerie...

Vera Celms
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