domingo, 19 de agosto de 2012

RENDIDA



 

Queria muito poder esquecer
Esquecer a história
Esquecer você,
Basta eu lembrar,
Ver sua imagem
Ouvir sua voz
Seu perfume, sua vibração
Fazer de conta que não te quero
E você aproxima a mão do meu corpo
Toca em cheio o meu desespero
com a sua excitação pontiaguda
dura, volumosa,
Meu corpo então me delata
Se rende, derrete, amolece, arrepia
Busca o contato distraído,
Casual, escondido
E fervendo sinto-me umedecer,
Fluidos do prazer,
Que devagarinho vem
Inquieta, nervosa, excitada
Propicio, ajeito, acomodo
Tudo pra sentir o roçar,
Espero que se esfregue
Que roce, aperte, alise
Queria não demonstrar
Mas, não consigo,
Os olhos brilham quase marejados
A língua te busca no canto da minha boca
O rosto rubro já não nega,
Tudo em mim é provocação
Nesse momento não valho nada
Esqueço a pose, a imagem,
E me entrego lasciva a sacanagem
Fico fácil, aberta, disponível
E só me calo, com a boca ocupada
Em você...

Vera Celms

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