domingo, 1 de julho de 2012

AOS DOZE ANOS


Quanto mais o menino queria ver
Mais a menina queria esconder
Deixava aparecer só a úmida calcinha
Fechadas as pernas, apertava as coxas
Roliças coxas brancas da menina,
alvas, puras, virgens,
Trêmulas como as mãos do menino
Que provocava a menina a mostrar,
Que o olhar não conseguia despregar
Olhava que olhava e nada via
Só imaginava
Queimavam-se em si, menino e menina
Ele em riste camuflado
Mal cobria com a mão o entusiasmado
Ela com o vestido vértice tão quente
Molhava-se de curiosidade, em frente
Ele queria mostrar e não podia
Ela não podia mostrar e queria
Sem saber o que mais fazer da imaginação,
Resolveram brincar de medico

Vera Celms
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