domingo, 10 de junho de 2012

ESPERA NA MADRUGADA

Sinto falta do seu halito
Seu respirar quente no meu pescoço,
Nos meus ouvidos,
Sua língua intrometida na minha orelha
Fazendo-me arrepiar surpreendida,
Tremo em lembrar da libidinagem
Sinto saudade da tua volúpia, mas
Tuas caricias foram minguando
Aos poucos foram secando
Pouco a pouco se afastando
Quero-te todo,
Excitado, interessado, apaixonado
Acostumei-me as suas caricias
Aos seus olhares me despindo
Quero hoje ouvir sua voz, seu nome,
Quero sentir sua presença, ainda que  distante
Suas mãos insinuadas no meu corpo
Suas palavras me provocando
Vasculhando minha intimidade
Sua saudade, de mim sua necessidade
Sinto falta do amor da madrugada!
Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho ESPERA NA MADRUGADA de Vera Celms foi licenciado com uma Licença

Nenhum comentário:

Postar um comentário