domingo, 1 de abril de 2012

LABAREDAS DE TESÃO



Não vou negar que te quero
Não vou negar-te meu corpo
Abrirei meu segredo molhado
Tão vermelho quanto excitado
E pedir, com o próprio segredo,
um toque
Da mão, com o olhar dentro do meu
E nos teus lábios,
sussurros indecentes inaudíveis,
irresistíveis, irreveláveis, quero ler,
Safada, colada, te darei meu corpo
Mas, não sem antes vasculhar o teu
E descobrir num excitado tremor
O ponto certo, da fervura do teu prazer
Quero explorar teus pensamentos
Navegar na tua imaginação
Na destreza dos teus dedos,
o róseo botão aceso do meu tesão
Sentidos e sensações expostos
Meus olhos perdidos nas próprias orbitas
Meus ouvidos zunindo como um enxame nervoso
Capturo-te pela avidez da boca
Pela ansiedade das mãos
Pelo pulsar do corpo todo
Que as cegas penetra meus vãos
Buscando recantos vivos escuros
Quero-te, desejo-te, atraio-te,
Como-te, com um predador
que ansioso te devora,
só pra aprender e guardar teu gosto
Que te lambe, te suga e te engole,
Consumo-te, com todas as línguas,
em fogo; labaredas de tesão...

Vera Celms
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O trabalho LABAREDAS DE TESÃO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

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