domingo, 8 de abril de 2012

EU E LAURA

Não era a primeira vez que Laura me visitava. 

Provoca-me uma sensação estranha. Amiga frequente. Não podia estar sozinha com ela, que o sangue fervia-me. Ofegava.
Gostava de conversar com Laura, mas sentia-me menos aflita em lugares públicos. Tínhamos boa sintonia, conversamos sobre tudo e qualquer coisa, horas a fio, sem nenhum pensamento libidinoso.
Mas, recebê-la em casa, era estranho. Excitava-me a proximidade, o perfume, a presença, até o hálito. 
Marcara com ela as 17 horas. Afinal, a palestra a qual iríamos juntas, começaria somente as 19 horas e ainda tínhamos alguns pontos a discutir antes da palestra. Faríamos a apresentação dos resultados já compilados da pesquisa do grupo. Meses de trabalho em campo, de toda a equipe e agora chegara a hora de apresentar os resultados.
Eram 16 horas e quis ficar pronta para esperar por Laura, para que não perdêssemos um tempo valioso para os últimos acertos. 
Fui tomar um banho. Deixara a roupa já separada, pronta sobre a cama e fui para o chuveiro. Acabei de entrar no banho e ouvi o interfone tocar nervoso. Saí do chuveiro, e envolta numa toalha fui atender ao interfone.
O porteiro, que já a conhecia pelas varias visitas ao prédio, me avisou: 
- Dona Laura está subindo...
Arrepiei-me, gelei... e senti de imediato um calor subir pelo meu corpo. Sem que pudesse pensar em mais nada, soou a campainha da porta. Não tive alternativa, senão abrir a porta, (ao lado do interfone) ainda envolta na toalha.
Entrou, olhou-me, mediu-me, trocamos um beijo de cumprimento comum entre nós e convidei-a a sentar.
- Laura, tinha acabado de entrar no banho quando tocou o interfone. Vou terminar, você me espera?
- Não, antes deixa eu te mostrar uma coisa e enquanto eu termino de fazer as anotações, você acaba de se arrumar. Por isso vim um pouco mais cedo. Senta aqui (batendo com a mão no sofá, ao seu lado).

Perdi a reação e sentei. Sentia seu hálito, seu perfume, e um calor que vinha do seu corpo...  
Ao me sentar, a toalha abriu, deixando meu corpo nu a mostra. Fiz de conta que era algo irrelevante e puxei a toalha, fechando-a, sem muito cuidado. 
Aquilo me excitou tanto!!! Sentia-me queimar de tesão. 
Notei que Laura olhou interessada para o vão das minhas pernas e em seguida fitou-me os olhos; corei.
Sem cuidados, deixei que a toalha escorregasse e acomodei-me no sofá, colocando um pé por baixo da outra perna, ficando a toalha presa somente sobre os seios.
Estava eu afinal, ardendo e fazendo questão que Laura olhasse toda minha ardência em pelo. 
Provocativamente tomei o  papel de sua mão e coloquei sobre a mesinha. Fitando-a nos olhos, clamando por um gesto, levei minha mão ao ponto certo e recostei a cabeça no encosto do sofá, lânguidamente, enquanto passava a língua nos meus lábios, convidativamente, sem tirar o olhar do seu.
Do outro lado do sofá, Laura imitou-me o gesto e abrindo suas pernas, pude ver que estava sem calcinha por sob o vestido...
Ela tocou-se de um lado do sofá, fitando-me indecentemente, fazendo o mesmo do outro lado.
Logo em seguida, estávamos embaraçadas em nós mesmas, roçando-nos abertamente no chão, sobre o tapete. Era uma festa de mãos e pernas, e olhares e bocas, em línguas ardentes e flamejantes, numa brincadeira que só começou ali, nos acompanhou durante todo o trajeto de ida e volta. 
Depois de um banho a duas, saímos ambas de vestidos sem calcinhas, e nos provocamos durante o caminho, dentro do carro.
Sabíamos como estávamos e isso nos excitava muito durante todo o evento. Não víamos a hora de sairmos de lá. 
Nos momentos possíveis, durante o evento, passávamos uma pela outra, nos esbarrando, tocando sob a saia uma da outra furtivamente.
Um roçar com as costas da mão, um dedo intrometido e furtivo que esbarrávamos uma na outra.  
A sutileza de uma inocente cruzada de pernas, sem maldade para alguém que de nada soubesse. Tudo era absolutamente delicioso!!!
O simples fato de estarmos sem calcinhas e sabermos uma da outra, era muito, muito excitante. 
A partir de então, tornou-se pratica constante entre nós. Duas depravadas apaixonadas soltas no mundo, em busca de nossos cios.

Vera Celms
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