domingo, 29 de abril de 2012

VIRTUALIDADE REAL


Preciso te amar
Silenciosa e urgentemente
Grave excitação de você, que urge
Preciso do seu corpo
Do seu palpitar nervoso
Do seu olhar escondido
Do seu excitado cochicho
Da sua vigilha poética,
Urge a minha excitação de você
Procuro o contato da sua pele
O ousado calor das suas mãos
Curiosidade lasciva
Olhar interessado
Íntimos olores
Excitantes sabores
Lubrificados roçares
Extremos enlouqueceres
Minha excitação de você, urge
Muito além da virtualidade da imaginação
Preciso tocar a sua existência
Constatar  com veemência,
que você é,
muito além da fantasia
muito além do sonho
muito além da ficção
Fruto da realidade
Justa vontade
Realidade
Tão meu...

Vera Celms
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domingo, 22 de abril de 2012

QUALQUER SAUDADE



Preciso sentir alguma saudade
Estou impregnada do teu cio
Meu cheiro é o teu
Meu gosto é o teu
Talvez se te pudesse amar
Talvez se me conquistasse
Se confiasse
Se acreditasse na tua promessa,
como acredito em sonhos,
Talvez me nutrisse mais da tua volúpia
Me mantivesse só da tua libido
Preciso sentir alguma saudade
Qualquer saudade,
Perder um pouco esse teu cheiro
Pra pensar em voltar

Vera Celms
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

IMPREVISTO DE OUTONO


Ama-me devagar
Chegue sorrateiro
Deixe-me sentir sua proximidade
Pelo deslocamento do ar
Pelo calor no corpo
Pelo pulsar do róseo botão
Permita-me sutileza
Magia, emoção
Sussurre no meu ouvido
Quero sentir seu hálito
Arrepie minha pele
Agite meu pensamento
Atice minha curiosa respiração
Faça meu corpo mover-se involuntário
Provoque-me sonhos e sensações
Acorde minha saudade
Acerte meu relógio com seu suspiro
Preciso mensurar o momento
da sua chegada
da sua fervura
Até que eu descongele
É outono, afinal...
Mas depois, quero sentir seu pulso,
Me pegue forte... sempre


Vera Celms
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sábado, 14 de abril de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

EU E LAURA

Não era a primeira vez que Laura me visitava. 

Provoca-me uma sensação estranha. Amiga frequente. Não podia estar sozinha com ela, que o sangue fervia-me. Ofegava.
Gostava de conversar com Laura, mas sentia-me menos aflita em lugares públicos. Tínhamos boa sintonia, conversamos sobre tudo e qualquer coisa, horas a fio, sem nenhum pensamento libidinoso.
Mas, recebê-la em casa, era estranho. Excitava-me a proximidade, o perfume, a presença, até o hálito. 
Marcara com ela as 17 horas. Afinal, a palestra a qual iríamos juntas, começaria somente as 19 horas e ainda tínhamos alguns pontos a discutir antes da palestra. Faríamos a apresentação dos resultados já compilados da pesquisa do grupo. Meses de trabalho em campo, de toda a equipe e agora chegara a hora de apresentar os resultados.
Eram 16 horas e quis ficar pronta para esperar por Laura, para que não perdêssemos um tempo valioso para os últimos acertos. 
Fui tomar um banho. Deixara a roupa já separada, pronta sobre a cama e fui para o chuveiro. Acabei de entrar no banho e ouvi o interfone tocar nervoso. Saí do chuveiro, e envolta numa toalha fui atender ao interfone.
O porteiro, que já a conhecia pelas varias visitas ao prédio, me avisou: 
- Dona Laura está subindo...
Arrepiei-me, gelei... e senti de imediato um calor subir pelo meu corpo. Sem que pudesse pensar em mais nada, soou a campainha da porta. Não tive alternativa, senão abrir a porta, (ao lado do interfone) ainda envolta na toalha.
Entrou, olhou-me, mediu-me, trocamos um beijo de cumprimento comum entre nós e convidei-a a sentar.
- Laura, tinha acabado de entrar no banho quando tocou o interfone. Vou terminar, você me espera?
- Não, antes deixa eu te mostrar uma coisa e enquanto eu termino de fazer as anotações, você acaba de se arrumar. Por isso vim um pouco mais cedo. Senta aqui (batendo com a mão no sofá, ao seu lado).

Perdi a reação e sentei. Sentia seu hálito, seu perfume, e um calor que vinha do seu corpo...  
Ao me sentar, a toalha abriu, deixando meu corpo nu a mostra. Fiz de conta que era algo irrelevante e puxei a toalha, fechando-a, sem muito cuidado. 
Aquilo me excitou tanto!!! Sentia-me queimar de tesão. 
Notei que Laura olhou interessada para o vão das minhas pernas e em seguida fitou-me os olhos; corei.
Sem cuidados, deixei que a toalha escorregasse e acomodei-me no sofá, colocando um pé por baixo da outra perna, ficando a toalha presa somente sobre os seios.
Estava eu afinal, ardendo e fazendo questão que Laura olhasse toda minha ardência em pelo. 
Provocativamente tomei o  papel de sua mão e coloquei sobre a mesinha. Fitando-a nos olhos, clamando por um gesto, levei minha mão ao ponto certo e recostei a cabeça no encosto do sofá, lânguidamente, enquanto passava a língua nos meus lábios, convidativamente, sem tirar o olhar do seu.
Do outro lado do sofá, Laura imitou-me o gesto e abrindo suas pernas, pude ver que estava sem calcinha por sob o vestido...
Ela tocou-se de um lado do sofá, fitando-me indecentemente, fazendo o mesmo do outro lado.
Logo em seguida, estávamos embaraçadas em nós mesmas, roçando-nos abertamente no chão, sobre o tapete. Era uma festa de mãos e pernas, e olhares e bocas, em línguas ardentes e flamejantes, numa brincadeira que só começou ali, nos acompanhou durante todo o trajeto de ida e volta. 
Depois de um banho a duas, saímos ambas de vestidos sem calcinhas, e nos provocamos durante o caminho, dentro do carro.
Sabíamos como estávamos e isso nos excitava muito durante todo o evento. Não víamos a hora de sairmos de lá. 
Nos momentos possíveis, durante o evento, passávamos uma pela outra, nos esbarrando, tocando sob a saia uma da outra furtivamente.
Um roçar com as costas da mão, um dedo intrometido e furtivo que esbarrávamos uma na outra.  
A sutileza de uma inocente cruzada de pernas, sem maldade para alguém que de nada soubesse. Tudo era absolutamente delicioso!!!
O simples fato de estarmos sem calcinhas e sabermos uma da outra, era muito, muito excitante. 
A partir de então, tornou-se pratica constante entre nós. Duas depravadas apaixonadas soltas no mundo, em busca de nossos cios.

Vera Celms
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domingo, 1 de abril de 2012

LABAREDAS DE TESÃO



Não vou negar que te quero
Não vou negar-te meu corpo
Abrirei meu segredo molhado
Tão vermelho quanto excitado
E pedir, com o próprio segredo,
um toque
Da mão, com o olhar dentro do meu
E nos teus lábios,
sussurros indecentes inaudíveis,
irresistíveis, irreveláveis, quero ler,
Safada, colada, te darei meu corpo
Mas, não sem antes vasculhar o teu
E descobrir num excitado tremor
O ponto certo, da fervura do teu prazer
Quero explorar teus pensamentos
Navegar na tua imaginação
Na destreza dos teus dedos,
o róseo botão aceso do meu tesão
Sentidos e sensações expostos
Meus olhos perdidos nas próprias orbitas
Meus ouvidos zunindo como um enxame nervoso
Capturo-te pela avidez da boca
Pela ansiedade das mãos
Pelo pulsar do corpo todo
Que as cegas penetra meus vãos
Buscando recantos vivos escuros
Quero-te, desejo-te, atraio-te,
Como-te, com um predador
que ansioso te devora,
só pra aprender e guardar teu gosto
Que te lambe, te suga e te engole,
Consumo-te, com todas as línguas,
em fogo; labaredas de tesão...

Vera Celms
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