domingo, 4 de março de 2012

TODA COBERTA


Caminhar contigo sempre me agrada. Adoro o toque da sua mão na minha, insinuando toques íntimos. Por puro reflexo, retiro minha mão da sua, você ri, procurando de novo, fazendo graça.
Noite de frio ameno, céu limpo, luar estampado como um holofote pintado no céu.
As ruas ficam desertas em noites frias. Um ou outro passante apressado, não ameaça a privacidade da nossa caminhada.
Vibro como adolescente, esperando um lugar propício para ter roubado um beijo longo, louco e provocante.
Meu olhar procura ao longe um lugar menos iluminado, e o vislumbre, a proximidade de um lugar, provoca uma onda que ora me arrepia, ora me faz transpirar. Pulsação acelerada, mãos regeladas e respiração ofegante.
De repente, tomada pela cintura com uma das mãos e pela nuca, sob os cabelos com a outra, sou tomada para um beijo arrebatador. Adolescer, é o que explica a minha sensação.
Excitada, sinto no contato do seu corpo a sua igual excitação. Contato volumoso que mais e mais provoca meu interesse, meu desespero.
Quero me entregar, te buscar, mas por um momento, temo por meu próprio comportamento.
Puxo-te pela mão e continuo andando.
Um pouco mais a frente, uma arvore de larga copa, oferece um recanto bem propicio e o coração se pronuncia aos pulos.  Mal tenho tempo de parar e sinto seus braços em torno da minha cintura, colhendo-me por trás, em duro e avolumado contato dos seus pensamentos tão excitados quanto os meus.
Reluto, me entregando. Permito o roçar, movo-me sutilmente, empino o corpo, propiciando o contato.
Enlouquecida gosto do toque. Aos poucos sinto sua mão subindo pelas minhas coxas, que por falta de equilíbrio se mantém muito juntas, apertadas. Minha saia já não se comporta mais e sobe. Procuro resistir já sem nenhuma convicção.
Recosto-me no tronco da árvore e vejo-te num repente, diante de mim, abaixado, segurando minha saia com as mãos pelos quadris e sua boca encontra meu “delta de vênus”, beijando incessante, persistente e provocativamente.
Impossível resistir, e já sem noção de qualquer movimento, entreabro as pernas, permitindo sua exploração.
Sinto seus beijos, e aos poucos sua língua entreabre meu segredo, provocando uma larga e ampla onda, um prazer indizível, incontável, indispensável, irresistível. Enquanto sua língua me aprisiona sem permitir qualquer movimento, suas mãos exploram minhas nádegas e coxas, procurando espaços entre a pele e o elástico...
Prazer incontrolável...  nada mais penso, nem quero pensar.
Entregue, já não quero mais que acabe. Sou agora, tudo e quem você quiser. Já não sou dona de mim nem das minhas vontades que agora são suas, todas suas.
Se o mundo acabasse agora, seria feliz por toda a eternidade.
Meu segredo agora beijado, lambido e sugado, já umedece a calcinha que não mais incomoda (aprisionada, ora pela sua, ora pela minha mão) agora já não mais resiste a invasão completa da mão e dedos, e língua... até que completamente vencida, se entrega ao gozo. Estremeço, gemo involuntariamente, sem nem lembrar que ainda estou na rua, sob uma árvore frondosa...

Vera Celms
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Um comentário:

  1. Ai, socorro, alguém me abana. E eu que pensava que minha libido andava adormecida (risos). Tudo aqui é fantástico. Estas ressuscitando um trabalho antigo meu, pelos idos de 2006, com o blog erótico Sapatinhos Vermelhos. Te desejo muito sucesso, minha irmã. Tu mereces. Beijos

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