domingo, 26 de fevereiro de 2012

DE CHOCOLATE HOLANDÊS


Escultura viva
Que derrete ao toque da mão
Teme o calor do verão
Não se mete a alta tensão
E desintegra no meu tesão
Entontecida, de ti me entorpeço
Endorfinas soltas na corrente sanguinea
Faz-me elevar a pressão
Olho-te, desejo-te, enlouqueço-te
Desço por ti a língua rija
Sorvendo teu doce
Com a boca borrada
Vejo-te suplicar meu toque
Sem resistência e com cuidado
Guio-te em riste entre as mãos
Pressionando-o com os dedos
Introduzindo sussurros bem próximos
Escapados da língua que intrometida investe
Sem pudores, sem vergonha,
Sem parar,
Como quem quer entrar
E assim te vejo derreter
Na minha língua, entre minhas mãos
Escultura minha de você,
de chocolate holandês.
Cercado de morangos desta vez

Vera Celms
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O trabalho DE CHOCOLATE HOLANDÊS de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada

Philip Glass - The Kiss (HD)

Não precisamos de palavras para fazer e entender a poesia... ISTO É POESIA!!! em imagens e música... uma verdadeira viagem...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

UM SÓ DE VOCÊ

Há em você um homem
Um poeta
Um amante,
Menino, moleque,
Carente,
Há um de você em cada amanhecer
Me esperando no anoitecer
Me procurando na madrugada
Há um de você que me chama de amor
Outro que me chama de puta
Que me apanha como um brinquedo
Dentre tantos, um me dá romance
Outro me enche de volúpia
Atiça minha libido
Roça, roça até inflamar
Outro me dá o ombro
Me acolhe no colo
E se acaba no meu rosado íntimo
Hoje, eu preciso de um só de você,
Mas, tinha de ser só meu...


Vera Celms
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domingo, 12 de fevereiro de 2012

POETADA

Deitada, exposta,
Com a pulsação aparente
Colho em ti versos frescos
De dentro da sua boca
Na sua respiração
Na sua saliva picante
Trocamos no olhar pura poesia
Que flui livre
Na forma mais bruta
Seiva recém extraída
Direto do pensamento, do peito,
Do sexo expandido pela excitação
Barulhos tão íntimos
Que provocamos conscientes
Versos sem rima,
Rimamos em gemidos
Versos sem métrica
Metrificam nossa volúpia
Entram ideias, saem versos
Desenvolvemos completos
Em concordância, em consonância
Em composição simultânea
Minha poesia é teu nome excitado
Meu nome já te vem poema
Deitamos em nós nossos mais viscerais desejos...
E inspirados, gozamos em rondel...


Vera Celms
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

ENTRE LÁBIOS


Quando estou contigo
Sinto todos os pensamentos
roçando-me a pele,
Toda a sua malícia me cutucando
Toda a sua libido a me encoxar
Quando estou contigo
Sinto que as palavras saem da sua boca
Como língua, que intrometida vem
Redonda, túmida
Palavras inteiras e íntegras
Não mordes as ideias
Coloca-as inteiras nos meus ouvidos
Fazendo-me arrepiar
Relaxar até me abrir
Expondo-te travessuras em ação
Transpiradas, excitadas,
Molhadas, rijas, irresistíveis
Aberta, não há como negar
Te quero, te busco,
Mostro ao mundo o que é teu
E abandono-me em pelo gozo
Na sua boca, nas suas mãos
Na sua cama...


Vera Celms
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