domingo, 16 de outubro de 2011

MINHA CALCINHA (pagina 44 de BRIGIT - A BRUXA DA NOITE)



Nem sei se meu corpo te atiça,
Te atiça minha voz...
Te atiça meu cio constante,
Os duendes do meu desejo,
As fadas dos meus sonhos mais secretos,
Os movimentos do meu prazer,
Te atiça, minha calcinha...
Escudo do teu rijo pensamento,
Miragem da tua safada intenção,
Explorando, roçando...
Teu louco desejo apontando o meu, bem de perto...
Como quem acorda alguém, que simplesmente se finge dormente,
Insistente, perseguindo o ponto certo,
Atritando...
Teu ardor, a lamber minha calcinha já úmida...
Teu tesão, alimentando o meu...
Meu tesão quase escondido, procurando teu inflexível querer...
Minhas mãos inquietas, já tentam conter a inquietude do teu cio já selvagem...
Ainda assim, indomável tenta romper minha calcinha...
Agito meu corpo, imobilizado pelo teu abraço viril... pernas abertas...
E tua mão, cúmplice do doce desvario,
liberta meu fogo num só puxão...
E sinto teu membro, contato vivo, quente, louco...
Regado pelo meu tesão...
Louco roçar, alcançando e lambendo meu sexo todo...
Posso ouvir o som do nosso desejo,
Barulho molhado e o cheiro do cio espalhado no ar...
Num ato de quase loucura, irresistível demência,
Você rompe minha calcinha, deixando-a no chão, assistindo a tudo...
Enlouquecida te dou as costas,
E te oferecendo meu prazer completo,
Sinto tua invasão... me abro inteira...
Te abro as pernas, te permito explorar meu desconhecido desejo,
Já completamente cega, completamente desconexa,
Sinto tua mão deslizar meu vão completo...
Teu dedo safado já me explica o indizível...
Por um momento, temendo o já inevitável,
Sinto tua língua provocando meu desespero,
Misto de prazer, desejo e medo...
Me vejo quase desfalecendo,
Tento fugir, e novamente sinto o vigor do teu braço,
E antes de ao menos um suspiro,
Ecoa no ar um grito e te sinto todo... dentro de mim, já como um animal encurralado... bravio...
Imobilizada pela dor e pelo desvairado toque deslizante dos teus dedos,
Sinto-te derramar em mim, o mais profundo suspiro do teu, no meu prazer...
Nossos corpos colados... suados e extasiados...
Esperando que por um momento, o mundo se acabe ou se apague, ou se imobilize, para assistir o gozo da mais louca paixão...
Teus lábios nas minhas costas, no meu pescoço...
Teus braços ainda me enlaçando,
Agora na mais doce carícia, vão aos poucos me devolvendo o ar, o chão...
Os sentidos todos, que antes dormiam,
Voltam a pulsar ainda com força dentro da tua boca...
E eu, sorvida pela tua língua entendo, que a eternidade ainda será breve demais para nós dois...

Vera Celms

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O trabalho MINHA CALCINHA de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

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