domingo, 21 de agosto de 2011

EXPLORAÇÃO CASUAL

Ah essas mãos,
Que me esperam vívidas, no caminho
Enganchadas ao passante do cinto,
Espiam, prontas ao gesto
São dois instrumentos a me enlouquecer
São, cada uma delas, um sinônimo de prazer
Aguardam a proximidade do meu cio
Buscando minha entrega afoita
Quando se espalham sobre meu corpo
São dois signos inquietos
Emplacáveis e perigosos
Quase inescrupulosos
Não medem esforços
Revezam daqui pra ali
Uma se perde na minha nuca
A outra, de lá pra cá, me cutuca
Alisam, esfregam, vasculham
Conhecem todos os atalhos
E a todos deixam molhados
Quentes, pulsantes, prontos
Num encontro casual,
é tanta a pegação,
que vou da permissão a súplica,
pedindo que fiquem... por todo lugar...
Meu olhar úmido, se prende no seu
Como numa corda a beira do precipício
Enquanto o corpo relaxa, passivo, a exploração

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra EXPLORAÇÃO CASUAL de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

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