domingo, 17 de julho de 2011

TEMPOS DE ESCOLA

Liza, loira, linda, claríssima pele, conjuntivas, olhos, longos cabelos e aura.
Vibrava com a vida... apaixonada pelos dias, pelo sol, pelo luar, garoa... movimento e agitação.
Feminina, exalava feromônios tão sensíveis quanto férteis, como a sua imaginação.
Roupas sugestivas, justas, curtas, decotadas, insinuantes, sem exageros, mas na medida certa para acender a chama piloto dos aquecedores de sonhos...
Altiva, nórdicos ares, coxas longas e roliças, seios bem guardados, mamilos tumescentes e formas arredondadas e proporcionalmente generosas. Esse era o quadro que circulava lépido diante dos olhares sequiosos dos que só podiam ver passar.
Povoava os sonhos despertos de muita gente. Era protagonista de inúmeras fantasias com holofotes azuis.
Ingênua e intocável, menina ainda pela idade, virgem por convicção, não sua de sua família, distraía-se como poucos assistindo as aulas, jogos e áudio visuais didáticos. O pensamento voava e o corpo ficava meio a deriva, se é que me faço entender.
Romântica e sonhadora encantava sem fazer força.
Sempre teve por perto amigos interessados, a maioria do sexo masculino. Andava de braço dado com um, conversava com outro... sempre rodeada de olhares e intenções.
Natan era um desses amigos mais próximos. Quatro ou cinco anos mais velho que Liza, davam-lhe uma certa segurança a mais, uma certa mobilidade na condução de situações oportunas.
Durante as aulas, sentava ao lado. No intervalo das aulas, na entrada e na saída, acompanhava-a bem de perto. Braços dados, assunto corrente, idéias, brincadeiras e malicias, é claro.
A época aqui pouco importa, afinal, seja em que época ocorra esse enredo, todos os pontos, continuam sendo pertinentes. Importa aqui que eram adolescentes.
Vez ou outra, circulando pelo pátio da escola, Natan aproveitava um acesso de riso ou uma brincadeira e abraçava Liza, meio como reflexo. Como ela não se incomodava com o reflexo, ele mantinha a mão, fazendo-a corar de vez em quando, quando a apertava forte na cintura, puxando-a pra si.
Ele não tinha a intenção de constranger, mas as vezes perdia a medida na excitação do momento e acabava por provocar situações embaraçosas, e não menos deliciosas.
Liza notava a sudorese em suas mãos, mas achava aquilo natural e até interessante. Natan tinha mãos fortes, toque másculo e firme, voz grave, o que a deixava especialmente interessada.
Numa dessas situações, Natan aproveitou-se do constrangimento de Liza e beijou-lhe os lábios suave e furtivamente, enquanto mantinha as mãos firmes, puxando-a pra si.
Liza, estremeceu confusa, mas não fugiu aos encantos do rapaz e olhou-o bem dentro dos olhos. Estavam isolados do grupo e afinal renderam-se a um beijo apaixonado.
Aquela situação não era assim tão nova, mas os fazia arfar de excitação. A partir daquele momento, Liza sentia a mesma sudorese nas mãos, sentia o coração acelerar, a excitação crescer e tomar sua razão.
Durante as aulas, continuavam próximos. Amigos, ou talvez um pouco mais do que amigos.
Nos intervalos, agora já era comum um contato um pouco mais próximo, beijavam-se, roçavam-se “distraidamente”, tocavam-se furtivamente através das roupas. Era impossível permanecerem quietos juntos.
Agora, quando se arrumava para ir a escola, Liza perfumava-se mais, penteava-se melhor, escolhia roupas mais femininas. Caminhava para a escola sobre nuvens, nem sentia o caminho. Era mágico!!!
Encontrava seu amigo logo que chegava a escola, próximo ao portão e caminhavam juntos até a sala de aula.
As aulas de francês, do professor Milton, eram sempre com projeção de slides didáticos, então os alunos se reuniam de um só lado da classe para que a projeção ocorresse na parede branca oposta.
Esse momento era o mais esperado “pelos amigos”... sentavam-se juntos e logo as mãos se encontravam em toques sutis e suores intensos, por baixo das carteiras.
Natan pegava a mão de Liza, e sensivelmente afoito, logo a apoiava sobre a coxa dela, que aparente pela saia curta, não deixava que ele respirasse calmamente, tanto quanto o volume de seus seios.
Acariciava-lhe a perna, os joelhos e sutilmente os abria enquanto sentia a mão dela o agradar de forma quase ingênua. Apesar da resistência nada convincente que encontrava, corria a mão pelo vão nervoso das coxas de Liza, sentindo todo o calor e a consistência daquelas pernas nervosas e excitadas que já se abriam involuntáriamente.
Liza sabia que tinha de manter as aparências, afinal estavam na sala de aula, mas como? não conseguia resistir àquelas investidas e a tanta excitação, era muito bom aquele contato quente e enlouquecido. A mão de Natan chegava a encostar demoradamente em sua calcinha, que já se podia sentir umedecida, ou procurar o elástico. A loucura ia até que o sinal do final da aula soasse ou até que a exposição de slides fosse interrompida ou finalizada.
Era tudo, extremamente excitante e irresistível entre eles agora.

Vera Celms

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