segunda-feira, 13 de junho de 2011

SEXO DE VERDADE

Um ato que não se segura,
começado na rua,
efetivado na janela, a beira da rua.
O sexo é sexo,
na cama de alvos lençóis de cetim
na calçada, na janela, no muro
ou no mundo.
Ato que não se conta,
nem pela falta de paisagem,
nem pelo público, desligado ou extasiado,
nem pela falta do pagamento,
dinheiro amassado,
perdido pelo caminho, cuidado
fêmea que cuida do macho,
instintiva ou apaixonada
Por fim, a aliança de arame, de doce,
caída do bolso, simboliza o amor da margem
e descansa distraída sob a calcinha esquecida
ao pé do "vadio" poste de luz...
sem precisar de consentimento,
sem precisar de enredo.
A história que se faz
Ato que não se conta...
erótico,
SEXUAL...
sensual,
animal,
real
Sexo de verdade,
Cenário tão natural...

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra SEXO DE VERDADE de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

4 comentários:

  1. como sempre, a arte de se exprimir com a força certa, a intensidade bem medida! sem mencionar a felicidade no acerto da foto, posição favorita! parabéns poetisa, continue a me capturar a alma com sua arte.....

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  2. Este enredo fala de um amor de rua, uma prostituta por quem alguém sempre fora apaixonado... e celebra, com uma aliança de arame... obrigada pela presença, sempre importante... beijos de VC, querido amigo...

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