domingo, 26 de junho de 2011

ARDENTE


Sinto a excitação arder em mim
O sangue parece aflito
Correndo nas veias
Causando aglomeração
Meu sexo queima
Fazendo com que toda a minha atenção
Se volte pra ele
Chega a incomodar
A forma como lateja
Como se tivesse o dobro de seu tamanho
E no entanto, é só a mim que incendeia
Procuro por todos os lados
Imagens que me inflamem ainda mais
Idéias que façam crescer essa volúpia
Sons que me transportem
Ao centro absoluto das fantasias
Mãos, pernas, membros,
Olhos e bocas e membros
Excitados, extasiantes
Interessados e instigantes
Lugares movimentados
Onde eu esteja ao alcance do toque
Acidental, casual, proposital
De mãos e de corpos
De suores, de sabores
Onde seja eu, excitada,
O centro de todas as atenções
Provocando, caçando, insinuando
Brincando com imagens e pensamentos
Com joguinhos safados
Com intenções claras
Lidas nos olhos, no gesto
No toque, no desfilar,
No convite insinuado
E na sugestão do corpo
Preparado no próprio gás
Quente, lascivo, fervente,
Prontinho pra se entregar

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra ARDENTE de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

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