domingo, 13 de março de 2011

MÁGICAS


Mágicas mãos,
Que desavisada sinto
Intrometida, ousada,
Marcando meu corpo
Como giz no papel
Medidas exatas
Delineadas pelas suas mãos
Que procuram medidas
Que ninguém mede,
Passando por pequenos detalhes
Que mudam de forma
Que mudam de cor
Que mudam a cena
A história
E o final
Mãos mágicas,
Um polegar, levado a boca
Que vejo na visão periférica
Que volta ao ponto, túmido
Liso, pronto, molhado
Quente, na sua medida
Já confusa de excitação,
Não sei se ouço melhor
Se sinto melhor
Sei o quanto quero continuar
Até levitar, voar,
Transcender
Acender teu fogo
Na essência do meu delírio
E viajar
Sem ter porque voltar
Retribuir a sensação
Te encher de tesão
Ponto máximo da excitação
E tocar seus pontos,
Parar, ir e voltar, ir e voltar,
Sentir você enlouquecer,
Na minha mão,
E eu na sua mão,
Perdida na sua boca
Sorvendo sua língua
Bebendo seu desejo
Saboreando nossas loucuras
Misturadas, difusas, confusas,
Quero gemer e gritar
No seu beijo, na ardência
Na transcendência
Na inconsciência
Na inconseqüência
De gozarmos nas palmas das nossas mãos

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra MÁGICAS de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

2 comentários:

  1. GOSTARIA DE DIVULGAR SEUS POEMAS, ARTIGOS, CONTOS, ETC, NO MEU FANZINE EPISÓDIO CULTURAL (Edição impessa)?

    machadocultural@gmail.com

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  2. Preciso só que me informe quais as condições para esta divulgação. Inicialmente tenho interesse sim.
    Obrigado pela abertura. Um forte abraço,

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