domingo, 27 de março de 2011

PELO VESTIDO: DESEJO...

Te vejo sentado

Pernas cruzadas

Olhos fixos no ponto

da minha excitação

como se fosse visível...

Já embaraçada,

Posso ver nas suas pupilas dilatadas

Na sua pele corada

Nos seus mamilos eriçados,

quase sem cor por túmidos,

Sem que se possa tocá-los,

A pele arrepiada,

A inquietude de quem tenta esconder

Querendo mostrar

A língua descontrolada

que percorre os lábios de um lado a outro

Respiração ofegante, difícil

Como se todo o ar do mundo teimasse em entrar

pelas suas narinas abertas demais

A mão sugere um gesto

A razão tenta esconder

E o meu perfume excitado

Invade seus poros, parado no ar

Expulso pela minha transpiração delatora

Por sob o vestido

Que marca meu corpo, já indecente

Colado, molhado

e desarrumado pelo toque ansioso

das minhas mãos

que teimam em não se comportar...

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra PELO VESTIDO de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.


segunda-feira, 21 de março de 2011

21 DE MARÇO


DIA DA POESIA. UM DIA A SENTIR...

domingo, 20 de março de 2011

EXCITADOS


Despida sob as vestes sociais

Ardo em pensar

No que farei na sua proximidade

A caminho do sonho comum

Atravessei as ruas da cidade

Incógnita, anônima,

Imaginando todos pudessem ver

Sentir no calor da pele,

Nas mãos ansiosamente úmidas

Que teimam em cobrir

Por entender visível

O ponto excitado

Molhado e ardente

Chamando atenção de toda gente

Pupilas dilatadas,

Faces rubras

Lábios avermelhados e molhados

Sem nenhuma intenção

Sem nenhum pudor

Nem reservas,

Corro pra ti, buscando

Teu corpo nervoso

Ansioso, tenso, teso

Cujo calor preciso sentir

A cobrir os meus desejos

A roçar os meus instintos

A buscar os meus ensejos

Dois loucos, como nus pelas ruas

Sob as vestes sociais

Tão poucas, tão quentes,

Que mal podem esconder o que sentimos

Pois trazemos nos olhos

Como lobos esfomeados e salivantes

A busca da saciedade

Excitados...


Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra EXCITADOS de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 13 de março de 2011

MÁGICAS


Mágicas mãos,
Que desavisada sinto
Intrometida, ousada,
Marcando meu corpo
Como giz no papel
Medidas exatas
Delineadas pelas suas mãos
Que procuram medidas
Que ninguém mede,
Passando por pequenos detalhes
Que mudam de forma
Que mudam de cor
Que mudam a cena
A história
E o final
Mãos mágicas,
Um polegar, levado a boca
Que vejo na visão periférica
Que volta ao ponto, túmido
Liso, pronto, molhado
Quente, na sua medida
Já confusa de excitação,
Não sei se ouço melhor
Se sinto melhor
Sei o quanto quero continuar
Até levitar, voar,
Transcender
Acender teu fogo
Na essência do meu delírio
E viajar
Sem ter porque voltar
Retribuir a sensação
Te encher de tesão
Ponto máximo da excitação
E tocar seus pontos,
Parar, ir e voltar, ir e voltar,
Sentir você enlouquecer,
Na minha mão,
E eu na sua mão,
Perdida na sua boca
Sorvendo sua língua
Bebendo seu desejo
Saboreando nossas loucuras
Misturadas, difusas, confusas,
Quero gemer e gritar
No seu beijo, na ardência
Na transcendência
Na inconsciência
Na inconseqüência
De gozarmos nas palmas das nossas mãos

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra MÁGICAS de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.