terça-feira, 27 de dezembro de 2011

DESEJO TONTO

                                                                                      foto GOOGLE 
Sei que me deseja,
Sei que meu cio de chama,
Que meu tesão te arranha,
Penso tanto em você!
Loucura, desejo, alta tensão,
Meus olhos faíscam luminosos,
É indisfarçável,
Te imagino no espelho,
Roupas postas,
Passo o dedo vagaroso entre meus pelos,
Encontro a umides do caminho andado,
E, me ensinaram que era errado,
Cresci, floresci,
Te procurei a vida toda na estrada,
E hoje, te encontro no jardim. Fechada.
Não crescida como flor,
A flor sou eu, tu és tronco,
Pequeno, frágil,
Me pego tentando me agarrar a você,
Que pequena se enverga diante de mim
e some, desaparece...
Procuro, chamo...
Só vejo então uma sombra de longe,
Qual gás, indo... indo...
Nos meus dedos brilham ainda os vestígios do meu prazer,
Longe de você,
Em sonhos reconheço nas tuas mãos o meu cheiro,
Doce, lânguido e prostrado entre teus dedos,
Tontos pelos beijos que tanto busquei...

Vera Celms
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

PASSADA DE MÃO

Uma boa mão,
Não tem idade,
Nem cor, nem beleza,
Importa é destreza,
Na mira certeira,
No toque safado,
No movimento gaiato,
Que não espere consentimento,
Nem aprovação,
Mas, que prove a intenção,
De sentir a intimidade em sua mão,
De sentir o formato,
Do corpo, da roupa de baixo,
Ou pra sentir a ausência,
Se por tesão cometer essa “demência”
Saber ler o desejo,
E aproveitar o ensejo,
Que seja rápido e fugaz,
Seguido de um olhar audaz,
Que tema pela reação,
Mas não por isso se isente da sensação,
E pra não perder a graça
Ela faz cara de quem desfaça,
E continua em passo lépido e faceiro,
Sem perder a cadência do traseiro,
Te pisque o olho disfarçado,
Pedindo teu toque safado...
Esteja disponível,
E bem mais do que sensível,
Ela certamente estará excitada,
Ainda que de forma disfarçada,
Pra que aproveite o momento,
Pra mostrar o talento,
Dessa mão muito safada...

Vera Celms
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domingo, 11 de dezembro de 2011

O AMOR E O DESEJO


De repente, no meio da madrugada
O desejo acorda o amor
Ofega, transpira, recorre excitado
O amor, sem muito entender
Disposto (o amor é mesmo assim)
Oferece o ouvido para um sussurro
Procura a boca molhada do desejo
Procura a excitação
Sentidos ainda confusos, ensonado
Tateia, busca,
Encosta todo o interesse avolumado
Oferece-se todo entregue
Largo, profundo, amplo
Sem reservas, sem pudores
E naquele momento,
Enroscam-se, enlaçam-se e embaraçam-se
Amor e desejo...
Loucamente
Até a saciedade...
E então adormecem
O desejo ainda em cima do amor
todo irrigado, nutrido
satisfeito e feliz...
Preparando o despertar...

Vera Celms

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domingo, 4 de dezembro de 2011

NÃO É ASSIM


Pousa teu olhar sobre meu colo
Alvo, macio e distante
É tudo que terá de mim
Enquanto você for só imagem
Sem calor, sem perfume, sem toque
Quero ver de você a essência,
Mostre, diante do monitor, sua alma
Conquiste minha vontade de mostrar-te mais
Conquiste o meu desejo por você
Não me cerques com volúpia
Nem com carentes confissões
Sempre que acuada, fugi
A passos largos ganhei distancia
E de mim não ficou lembrança
Não queira que te queira por tão pouco
Fantasias, faço-as sozinha
No lugar onde deixa as suas esquecidas ao acaso
Fabrico as minhas e distribuo
Não as regulo
Poderá ter meu corpo
Cada pedacinho excitado de mim
Volúpia, desejo, ardência e muita imaginação
Posso mostrar vãos, pensamentos libidinosos
Uma farta emoção, cheia de sensação
Desde que me ganhe,
Com talento e disposição,
Enquanto isso esperarei,
Pernas cruzadas,
Estrategicamente montadas,
Deixando-te curioso
Ávido e sozinho
Ainda não foi desta vez,
Não é assim que se conquista uma mulher...

Vera Celms
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domingo, 27 de novembro de 2011

O CÉU DAS FÊMEAS


Uma fêmea vem pela orla,
Tocando o chão, com a planta dos pés nua
Dos calcanhares as pontas,
Pela calçada quente
Leve e graciosamente
Uma fêmea espia
Espreita o mundo, na ponta dos pés
Sigilosa e sorrateira
Uma fêmea dança na ponta dos pés
Baila, rodopia
Suavemente
Levita, flutua
Guiada pela virilidade do abraço
Samba na ponta dos pés
Livre, solta, desprendida
Volita na madrugada insone
Pelo apartamento do céu, logo acima
Ouço o suave choro das portas,
perdido na quietude da madrugada
Sei que zanza... solta
Uma fêmea não se expõe
Deixa aparecer... uma renda
Deixa marcar,,, um elástico
Deixa escapar... um sussurro, em desabafo
Aposta o coração quando se apaixona,
Certa de que, o poderá perder...
Deixa presa a atenção de um homem
A ponto de, quase... o enlouquecer
Uma fêmea não resiste, dificulta
Não vai... aparece
Não chega... acontece
Uma fêmea é lembrada no rastro do perfume
No reverberar da voz
No movimento dos cabelos
das saias e das coxas,
inquietas,
Que ao acaso, permitem ver
... um pedaço do céu....

Vera Celms
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domingo, 20 de novembro de 2011

DESINIBIDA


Na sala, comportadamente sentada,
Com pompa, a visita é brindada
Bebidas, tira-gostos,
Salgados, doces, espumantes
Procuro, não vejo
Inquieto-me...
Já devia ter chegado
De repente adentra a sala
Arrumado, perfumado, penteado
Galante, sedutor afamado,
A todos uma palavra,
Um cumprimento, um aperto de mão
Passou... só um olhar,
Demorado,
Mas, só um olhar
Um completo tour pela sala
E diante de mim para; sentado,
O olhar, em mim, ficou enroscado
Volta e meia, e meia volta
O olhar em mim pousado
Cruzo a perna então, e descruzo solapado,
E agora é o anfitrião que ficou interessado
Deixo-lhe a mostra o que não tinha esperado
Volto o dorso e deixo o corpo, bem apoiado
E bem no meio da cena, um sorriso vertical extasiado
Ficou o rapaz aflito e excitado
Me faço de distraída, deixo a luz do macho erguida
Volta e meia e meia volta
Mostro a ele estar decidida
Afinal, para enlouquecer um homem
É só ser desinibida...

Vera Celms

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domingo, 13 de novembro de 2011

NUA E FELIZ

Pensar em você é viajar
Por sensações, por sonhos
Por fantasias
Lembrar de você é sentir sua mão
Invadindo meus pontos de fervura
Tremo, estremeço, levito de tesão
Só de lembrar...
Sua mão no vão das minhas coxas
Alisando, acariciando, tangenciando
O triz da minha calcinha...
Fazendo florescer a umidês, naturalmente
Respiração entrecortada, sudorese
Coração descompassado...
Procuro resistir,
E vou perdendo os movimentos
Me entregando aos momentos
Me entregando a excitação
Quanto mais resisto, mais quero sentir
Impossível, já não quero impedir
O pensamento se perde
E com ele me perco também
Excitada, molhada, sozinha e louca
Quero você,
Do pensamento ao sonho
Do sonho a viagem
Quero você, sua mão e seu vigor
Todo... roçando, forçando,
Insistente, persistente e voraz
Cochichando ao meu ouvido, loquaz
Indecências, me puxando pra si, por trás
Me deixando indefesa, imobilizada,
Nua e feliz...

Vera Celms

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domingo, 6 de novembro de 2011

POR SOB AS VESTES

O mesmo olhar
Reconheceria em décadas
O mesmo cheiro
O mesmo ar de fruta fresca
De banho recém tomado
De brisa de manhã de primavera
Tudo nela me encantava
Tudo...
E aquele olhar,
Ah! aquele olhar,
Por sob o vestido,
O mesmo corpo inquieto e provocante
Parecia falar... vem!
Mamilos eriçados
Lábios umedecidos por uma língua louca
Que insistia em falar comigo
Era um som mudo
Quase um sussurrar
Que se oferecia pra me beijar
Fui ficando agitado, nervoso,
Não dava pra disfarçar
Queria aquela menina
Vestida hoje, num corpo de mulher
Cada traço esculpido pela sensualidade
Acumulada pelos anos todos
Queria aquela menina
Desde sempre... desde antigamente
Aqueles olhos, lançavam-me agora,
labaredas maduras,
As intenções eram claras
Caíram as amarras
Por sob o vestido
Um mundo de visões,
Imaginações
Alucinações,
Bolinações,
Por sob as minhas vestes
Um louco, alucinado, demente
Um animal encurralado, serpente
Um homem enfeitiçado, fremente...

Vera Celms

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domingo, 30 de outubro de 2011

SILENTE

Passo pela janela entreaberta
A penumbra do quarto me chama
Maliciosa...
Esvoaçante cortina provocativa
A lhe roçar casualmente o corpo
Sinto um perfume entreabrindo minha curiosidade
Vejo, na pouca luz,
Seu dorso, suas coxas,
Seu corpo, que seminu, repousa manso
Impune, inconsciente
Figura silente
Indolente, negligencia minha demência
Sequer imagina o risco iminente
Não consigo sair do lugar
Meu pensamento vai na frente
Excitado, arquitetando loucuras
Saltar por sobre este corpo
Prender-te, talvez machucar-te
Sem querer...
Todas as coisas que já fiz em sonhos
Silenciosa e sorrateiramente
Antevendo o sobressalto,
Cobrir-lhe a boca com a minha boca
Afagar teu peito nervoso,
Com minhas nervosas mãos
Cobrir teu corpo, com meu desespero
Afoito, aflito, afobado,
Não deixar espaço para qualquer reação
Deixando que ele te conte bem de perto
Do fervor do meu coração,
Da força do meu tesão,
Da minha pouca razão
Ao corpo, que impune, silente dorme...
Na maliciosa penumbra do quarto,
Que me chama pela entreaberta janela
de esvoaçante, provocante cortina...
que te toca... tão bela...

Vera Celms

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domingo, 23 de outubro de 2011

FETICHEIRA


Enlouqueço...
Olhando teus pés: duas nuvens a me pisotear
São como pés de anjos
São fleumas a me ignorar
Sandálias rubras, tiras e saltos finos
Meias de seda com costuras marcadas, pele bronzeada,
Pelo mesmo sol que ao seu corpo, deu pequenas marcas
Finas e sutis
Ao meu desejo, provocantes, mas hostis
Rondam, circundam, sem tocar...
Provando, arrebatando
Diverte-se com a minha inquietude
Lindos pés... unhas coloradas
Como pétalas moldadas
Feminino pesinho...
Requebrando as ancas no meu caminho
Pernas cruzadas, saias justas fendadas
Madeixas libertadas
Como pássaros, como peixes,
Como algozes, como bichos ferozes
Como feras domadas por chicotes
Como policiais, como enfermeiras em hospitais,
Como fantasias infantis e babás
Como laços de fitas a te adornar
Como rendas negras transparentes
Lycras vermelhas em minhas lentes,
a passar, observando bailarinas a dançar,
com pesinhos tão pequenos, fazendo-me arfar,
Como as suas duas pequenas nuvens a me pisotear...

Vera Celms

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domingo, 16 de outubro de 2011

MINHA CALCINHA (pagina 44 de BRIGIT - A BRUXA DA NOITE)



Nem sei se meu corpo te atiça,
Te atiça minha voz...
Te atiça meu cio constante,
Os duendes do meu desejo,
As fadas dos meus sonhos mais secretos,
Os movimentos do meu prazer,
Te atiça, minha calcinha...
Escudo do teu rijo pensamento,
Miragem da tua safada intenção,
Explorando, roçando...
Teu louco desejo apontando o meu, bem de perto...
Como quem acorda alguém, que simplesmente se finge dormente,
Insistente, perseguindo o ponto certo,
Atritando...
Teu ardor, a lamber minha calcinha já úmida...
Teu tesão, alimentando o meu...
Meu tesão quase escondido, procurando teu inflexível querer...
Minhas mãos inquietas, já tentam conter a inquietude do teu cio já selvagem...
Ainda assim, indomável tenta romper minha calcinha...
Agito meu corpo, imobilizado pelo teu abraço viril... pernas abertas...
E tua mão, cúmplice do doce desvario,
liberta meu fogo num só puxão...
E sinto teu membro, contato vivo, quente, louco...
Regado pelo meu tesão...
Louco roçar, alcançando e lambendo meu sexo todo...
Posso ouvir o som do nosso desejo,
Barulho molhado e o cheiro do cio espalhado no ar...
Num ato de quase loucura, irresistível demência,
Você rompe minha calcinha, deixando-a no chão, assistindo a tudo...
Enlouquecida te dou as costas,
E te oferecendo meu prazer completo,
Sinto tua invasão... me abro inteira...
Te abro as pernas, te permito explorar meu desconhecido desejo,
Já completamente cega, completamente desconexa,
Sinto tua mão deslizar meu vão completo...
Teu dedo safado já me explica o indizível...
Por um momento, temendo o já inevitável,
Sinto tua língua provocando meu desespero,
Misto de prazer, desejo e medo...
Me vejo quase desfalecendo,
Tento fugir, e novamente sinto o vigor do teu braço,
E antes de ao menos um suspiro,
Ecoa no ar um grito e te sinto todo... dentro de mim, já como um animal encurralado... bravio...
Imobilizada pela dor e pelo desvairado toque deslizante dos teus dedos,
Sinto-te derramar em mim, o mais profundo suspiro do teu, no meu prazer...
Nossos corpos colados... suados e extasiados...
Esperando que por um momento, o mundo se acabe ou se apague, ou se imobilize, para assistir o gozo da mais louca paixão...
Teus lábios nas minhas costas, no meu pescoço...
Teus braços ainda me enlaçando,
Agora na mais doce carícia, vão aos poucos me devolvendo o ar, o chão...
Os sentidos todos, que antes dormiam,
Voltam a pulsar ainda com força dentro da tua boca...
E eu, sorvida pela tua língua entendo, que a eternidade ainda será breve demais para nós dois...

Vera Celms

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O trabalho MINHA CALCINHA de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 9 de outubro de 2011

SOBRE ZÍPERES, BOTÕES E PRETENSÕES

Entre o desejo e a mão
Vem a intenção
Acompanhada de imagens
Pensadas, idealizadas, sonhadas,
Cheia de planos,
Traçando estratégias
Criando, imaginando
Cenários, efeitos, respostas
Sequências e conseqüências
Texturas, sabores, olores,
Entre a intenção e o gesto
Vem a mão,
Nervosa, ansiosa, aflita
Capaz de desvendar os mistérios do mundo
Confiante, segura, ousada
Capaz de demover obstáculos
Entre a mão e o gesto
Vem o mundo todo
Zíperes, botões, fechos
Laços, lycras, rendas, apetrechos
Peças não descartáveis
Do jogo de sedução,
Cada uma a seu tempo,
Não retiradas, mas convencidas
Afastadas, abertas, esticadas,
Encolhidas, conquistadas, demovidas
Puxa-se, empurra-se, pressiona-se,
Faz-se subir, descer, apartar,
Peças de um jogo divertido
Tabuleiro conhecido
Peças irresistíveis e seus efeitos sonoros
Movimentos não pensados,
Regras não inventadas,
Sem convenções, nem adivinhações,
Provas incontestáveis e proximas
Que presentes assistem a tudo
Do embate a comemoração,
De que no jogo da sedução não há vitoria isolada...

Vera Celms

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A obra SOBRE ZÍPERES, BOTÕES E PRETENSÕES de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 2 de outubro de 2011

ASSEDIADA


Há quanto tempo te observo menina,
Há quanto tempo te espero passar,
Tanto que meu corpo já te pressente,
E minha ereção me delata,
Tento disfarçar
E mais uma vez você passa...
Me golpeando com seu perfume,
Teu andar, tua cadência,
Teu corpo a bailar,
Observo teu passo retesado a rebolar nos meus olhos
E os movimentos do teu caminho a te denunciar
Já não consigo mais adiar
E vou segui-la de perto
Até quem sabe a um lugar de pouca luz,
E te pedirei um beijo,
Só um beijo...
E quando estiver em meus braços,
E seus lábios sorvidos pelos meus,
Escorregarei minha mão até o meio das suas pernas,
E só então saberei se meu sonho é de verdade,
Sentindo seus pelos,
Seu vãozinho molhado por sobre a seda do vestido,
Na minha mão...
E, ainda que me interrompa um tapa,
Terá valido a pena,
Pois estarei levitando de tesão...

Vera Celms
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A obra ASSEDIADA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 25 de setembro de 2011

NÃO SE MOVA

Não se mova...
Sinta, somente sinta
Sinta a onda bater e subir
E tomar-te inteira
Feche os olhos
Preste atenção só no movimento
Dos meus dedos...
Respira e relaxa
Deixa essa sensação se espalhar
Sinta o calor do meu corpo roçando o seu
Se solta... se entrega...
Te beijando, vou buscar o seu suspiro,
Aquele que lhe quiser escapar
Distraído, involuntário,
Não se mova, deixe que eu te conduza
Bocas, línguas e mãos
Carícias plenas que ficarão em ti
Na pele, na lembrança, no desejo
Permite que explore, te visite, te invada
Mostra tua languidez ao meu olhar
E tua vontade ao meu dedilhar
Vou cobrir teu corpo todo
E cada esconderijo de ti
Com um toque,
Da língua, das minhas mais curiosas mãos
Interessada, excitada, extasiada,
Vou aprender como o teu corpo te dá prazer
E décor te conhecer
Vou guardar seu cheiro e seu gosto em mim
Pra depois do amor, continuar a delirar
Tateando você, vou descobrir o ponto do teu ofegar
E o lugar exato, onde os espasmos te fazem estremecer
Quero saber com quantos gemidos te faço transcender
Não se mova, deixe que o prazer te envolva
Te quero quase submissa,
Quase louca,
Suplicando mais um toque, já quase pelo avesso
Quero ver, pelas tuas pálpebras nervosas,
Teus olhos se moverem mansamente aflitos
Não se mova, devore meus beijos
E todo o mais eu farei,
Te resgato do infinito e te perco em mim
Pra nunca mais te perder,
E pra sempre em mim te encontrar,
E permanecer em você,
Te amando sempre...
Até enlouquecermos, ou despertarmos,
Mas agora, só não se mova

Vera Celms

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A obra NÃO SE MOVA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 18 de setembro de 2011

NUA, DO LADO DE FORA


Já me tiveste de varias formas
Primeiro teve meu sorriso
Arrebatado no primeiro beijo
Meu corpo, meus beijos todos,
Só pra você...
Olhares, ouvidos, pensamentos
Letras e fantasias
Me tiveste nua, nos teus braços
Em tantos lugares,
De varias formas,
Me esquecia de mim
pra pensar em você
Até que um dia,
Bateste a porta
E me esqueceste nua,
Do lado de fora...

Vera Celms

domingo, 11 de setembro de 2011

HAJA SONHO!


Teu amor, muito me ilumina
Sonho tão desperto que chega ao anoitecer
Pra meu incendiado amor te oferecer
Na noite, no sonho, no meio da madrugada
Insone levitar dançante, entrega ofegante
Amor, fogo tão delirante
Realiza-me, no gosto do teu beijo
Realiza-me, realizando o teu desejo
Entrego meu corpo, rendida as tuas mãos
A tua mais completa excitação
Teu corpo cobrindo meu corpo
E no teu abraço mais fogoso, envergo meu dorso
Em tão altaneiras chamas
Que incendiaria todas as camas,
se sentisses o meu tesão
A minha libidinosa sofreguidão
Te procurando no meu leito,
Chamando teu nome, uivando meu cio na noite escura
Meu desejo te chama, meu corpo te procura
Pra sempre vou te esperar, o tempo que demorar
Pois só a ti, inteira me entrego, e o meu prazer delego
Meu amor é pra sempre... e meu sonho: eternamente...

Vera Celms

domingo, 4 de setembro de 2011

FLOR ORVALHADA

foto colhida na INTERNET

Quando duas pétalas...
Entreabertas te esperam
Entre pulsações e espasmos
Úmidas, guardam da minha flor
o túmido avolumado botão
Que arde ainda mais com a imaginação
Querer-te e não te ter
Entregar-me em pensamento
Tocar por um momento
Louca devassidão
Estremeço, tremo, vibro, enlouqueço
Quero em mim, a sua mão
E as duas pétalas se abrirão
E teu rijo querer receberão
Como flor orvalhada
Que se abre na madrugada
Sem pudor e sem recato
Em delírio quase insensato
Abrindo a ti por inteiro...o coração...

Vera Celms

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A obra FLOR ORVALHADA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.




domingo, 28 de agosto de 2011

RESOLVIDA

Viver já é um tão frugal prazer
Porque a uma traição quereria sobreviver
Se podes viver diuturna entrega, a cada dia?
Amada amante, que o tem bem além da nostalgia
Cada poro ou pensamento de mim é paixão
A entrega me é pura e larga, muito mais que sedução,
Sinta-se livre para sonhar em qualquer leito ou lugar
Pois por mais que sonhe, é no meu corpo que vai acordar...

Vera Celms

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A obra RESOLVIDA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 21 de agosto de 2011

EXPLORAÇÃO CASUAL

Ah essas mãos,
Que me esperam vívidas, no caminho
Enganchadas ao passante do cinto,
Espiam, prontas ao gesto
São dois instrumentos a me enlouquecer
São, cada uma delas, um sinônimo de prazer
Aguardam a proximidade do meu cio
Buscando minha entrega afoita
Quando se espalham sobre meu corpo
São dois signos inquietos
Emplacáveis e perigosos
Quase inescrupulosos
Não medem esforços
Revezam daqui pra ali
Uma se perde na minha nuca
A outra, de lá pra cá, me cutuca
Alisam, esfregam, vasculham
Conhecem todos os atalhos
E a todos deixam molhados
Quentes, pulsantes, prontos
Num encontro casual,
é tanta a pegação,
que vou da permissão a súplica,
pedindo que fiquem... por todo lugar...
Meu olhar úmido, se prende no seu
Como numa corda a beira do precipício
Enquanto o corpo relaxa, passivo, a exploração

Vera Celms

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A obra EXPLORAÇÃO CASUAL de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 14 de agosto de 2011

FUMAÇA DE CIGARRO

Atrás da fumaça do seu cigarro
Um mundo de [meu] encantamento
Como uma cortina transparente
Que deixa vazar a visão da silhueta desejada
Com ela brinca, fazendo bolhas
Bolas e aros que se desmancham
Como os sonhos que tenho acordada
Momento tão íntimo...
Entre você e a fumaça do seu cigarro,
Tratada como uma amiga brincalhona
Leve, constante e fugaz...
Depois do nosso amor,
É para ela que confidencia a satisfação
Vejo de longe, alheia a brincadeira
São momentos de eternidade
Cumplicidade inocente
Quase indolente
Pois enquanto ela sobe pelo seu olhar
E nos seus cabelos e pensamentos enrosca
Fico eu aqui, entretida, olhando contente
Como criança que se diverte,
olhando da janela, as outras a brincar...

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra FUMAÇA DE CIGARRO de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.


domingo, 31 de julho de 2011

GOSTOSA



Sou a fêmea que atiça
Seus instintos
Seus desejos
Suas intenções
Posso não reconhecer em mim
os atributos que te inflamam
Posso nem me entender fascinante
Nem sensual
Mas, sinto cada um desses detalhes
Buscando seus olhares
Desfilo na sua passarela
Ruborizada, fito-te nos olhos
enquanto umedeço e mordo os lábios
Jogo o cabelo, mansamente,
Enquanto te olho excitada, furtiva e provocante,
Sentes meu perfume
Imaginas minha tão fêmea essência
Minha pele exala o cheiro que você gosta
Meu toque, é o toque que você quer
Meu corpo se manifesta involuntário
Querendo tanto... um contato do seu...

Vera Celms

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A obra GOSTOSA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 24 de julho de 2011

CATIVA DAS TUAS MÃOS


Estive nas suas mãos
Como na mão de poucos estive
Poros abertos
Narinas afogueadas
Pupilas dilatadas em olhos brilhantes
Úmidos... como a flor...
Desejo latejante... elevada chama,
Como imã, atrai o ferro... sedutor...
Polaridades opostas,
Como fios descascados, nervos expostos,
Pulsações coincidentes,
Intenções tão compatíveis
Libido lubrificada
Me permito as suas mãos,
em exploração minuciosa
Que atenciosas se revelam destras
Que ansiosas se revelam mágicas
O toque já deslizante dos seus dedos,
e a flor do meu desejo, desabrocha
Abre-se ao seu mínimo toque
Busco seu êxtase avolumado
Ardo em fogo alto
O tesão me faz vibrar
O prazer eu me render
E a vontade... trêmula...
das tuas mãos; cativa...

Vera Celms

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A obra CATIVA DA TUA MÃO de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 17 de julho de 2011

TEMPOS DE ESCOLA

Liza, loira, linda, claríssima pele, conjuntivas, olhos, longos cabelos e aura.
Vibrava com a vida... apaixonada pelos dias, pelo sol, pelo luar, garoa... movimento e agitação.
Feminina, exalava feromônios tão sensíveis quanto férteis, como a sua imaginação.
Roupas sugestivas, justas, curtas, decotadas, insinuantes, sem exageros, mas na medida certa para acender a chama piloto dos aquecedores de sonhos...
Altiva, nórdicos ares, coxas longas e roliças, seios bem guardados, mamilos tumescentes e formas arredondadas e proporcionalmente generosas. Esse era o quadro que circulava lépido diante dos olhares sequiosos dos que só podiam ver passar.
Povoava os sonhos despertos de muita gente. Era protagonista de inúmeras fantasias com holofotes azuis.
Ingênua e intocável, menina ainda pela idade, virgem por convicção, não sua de sua família, distraía-se como poucos assistindo as aulas, jogos e áudio visuais didáticos. O pensamento voava e o corpo ficava meio a deriva, se é que me faço entender.
Romântica e sonhadora encantava sem fazer força.
Sempre teve por perto amigos interessados, a maioria do sexo masculino. Andava de braço dado com um, conversava com outro... sempre rodeada de olhares e intenções.
Natan era um desses amigos mais próximos. Quatro ou cinco anos mais velho que Liza, davam-lhe uma certa segurança a mais, uma certa mobilidade na condução de situações oportunas.
Durante as aulas, sentava ao lado. No intervalo das aulas, na entrada e na saída, acompanhava-a bem de perto. Braços dados, assunto corrente, idéias, brincadeiras e malicias, é claro.
A época aqui pouco importa, afinal, seja em que época ocorra esse enredo, todos os pontos, continuam sendo pertinentes. Importa aqui que eram adolescentes.
Vez ou outra, circulando pelo pátio da escola, Natan aproveitava um acesso de riso ou uma brincadeira e abraçava Liza, meio como reflexo. Como ela não se incomodava com o reflexo, ele mantinha a mão, fazendo-a corar de vez em quando, quando a apertava forte na cintura, puxando-a pra si.
Ele não tinha a intenção de constranger, mas as vezes perdia a medida na excitação do momento e acabava por provocar situações embaraçosas, e não menos deliciosas.
Liza notava a sudorese em suas mãos, mas achava aquilo natural e até interessante. Natan tinha mãos fortes, toque másculo e firme, voz grave, o que a deixava especialmente interessada.
Numa dessas situações, Natan aproveitou-se do constrangimento de Liza e beijou-lhe os lábios suave e furtivamente, enquanto mantinha as mãos firmes, puxando-a pra si.
Liza, estremeceu confusa, mas não fugiu aos encantos do rapaz e olhou-o bem dentro dos olhos. Estavam isolados do grupo e afinal renderam-se a um beijo apaixonado.
Aquela situação não era assim tão nova, mas os fazia arfar de excitação. A partir daquele momento, Liza sentia a mesma sudorese nas mãos, sentia o coração acelerar, a excitação crescer e tomar sua razão.
Durante as aulas, continuavam próximos. Amigos, ou talvez um pouco mais do que amigos.
Nos intervalos, agora já era comum um contato um pouco mais próximo, beijavam-se, roçavam-se “distraidamente”, tocavam-se furtivamente através das roupas. Era impossível permanecerem quietos juntos.
Agora, quando se arrumava para ir a escola, Liza perfumava-se mais, penteava-se melhor, escolhia roupas mais femininas. Caminhava para a escola sobre nuvens, nem sentia o caminho. Era mágico!!!
Encontrava seu amigo logo que chegava a escola, próximo ao portão e caminhavam juntos até a sala de aula.
As aulas de francês, do professor Milton, eram sempre com projeção de slides didáticos, então os alunos se reuniam de um só lado da classe para que a projeção ocorresse na parede branca oposta.
Esse momento era o mais esperado “pelos amigos”... sentavam-se juntos e logo as mãos se encontravam em toques sutis e suores intensos, por baixo das carteiras.
Natan pegava a mão de Liza, e sensivelmente afoito, logo a apoiava sobre a coxa dela, que aparente pela saia curta, não deixava que ele respirasse calmamente, tanto quanto o volume de seus seios.
Acariciava-lhe a perna, os joelhos e sutilmente os abria enquanto sentia a mão dela o agradar de forma quase ingênua. Apesar da resistência nada convincente que encontrava, corria a mão pelo vão nervoso das coxas de Liza, sentindo todo o calor e a consistência daquelas pernas nervosas e excitadas que já se abriam involuntáriamente.
Liza sabia que tinha de manter as aparências, afinal estavam na sala de aula, mas como? não conseguia resistir àquelas investidas e a tanta excitação, era muito bom aquele contato quente e enlouquecido. A mão de Natan chegava a encostar demoradamente em sua calcinha, que já se podia sentir umedecida, ou procurar o elástico. A loucura ia até que o sinal do final da aula soasse ou até que a exposição de slides fosse interrompida ou finalizada.
Era tudo, extremamente excitante e irresistível entre eles agora.

Vera Celms

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A obra TEMPOS DE ESCOLA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 10 de julho de 2011

CENÁRIO: SEDUÇÃO...

Noite fria, gélida,

Cabeça cheia de idéias

Instinto inflado

Libido inflamada

Lareira e corpos acesos

O vinho, em compasso de espera

Entre o copo e a intenção

Vermelho rubro alcança o carmim

E a língua insinua

O que o olhar revela

A pele denuncia a dilatação

Poros, pupilas, incisão,

Os corpos se aproximam

As mãos socorrem os impulsos mais aflitos,

Urgentes, pungentes,

A lascívia está na atitude, no gesto

A razão já não responde,

A excitação já não se esconde

Em cada pulsação

Na umidês da mão

Percorrido cada vão

Declarado foi o tesão

Impossível resistir... sedução...

Vera Celms

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domingo, 3 de julho de 2011

CAPTURADA

Olhava-me como um lobo

Que, salivante, diante da presa

Com furor felino

Vigia, pacientemente

Esperando o momento exato da tocaia

O tempo e a espreita

Fertilizam, regam, irrigam,

a imaginação, que livre voa

Leva na bagagem,

Experiências, falácia, fantasias

Libido encharcada de lascívia

O “FERRO DA SEDUÇÃO” já incandescente

No lobo, vai a frente...

Criando sonhos, imagens ilusórias

Capazes de atrair, seduzir, capturar

Como armadilha

Ligada ao clímax do predador apaixonado

E assim, fui seduzida,

Capturada, presa e realizada...


Vera Celms

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A obra CAPTURADA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada