domingo, 7 de novembro de 2010

HISTÓRIAS DE ALGUM LUGAR


Nem tudo que existe,

Precisa de explicação,

nem de motivos,

acontece como o ar

Não é preciso que seja visto

para que exista,

Existir já basta,

Já se justifica,

Já torna o mundo mais claro,

O dia mais lindo,

O sol mais brilhante,

O luar mais radiante,

O romantismo mais presente,

Não é preciso que se toque,

Nem que esteja perto,

Basta saber-se existir,

Basta que o inconsciente saiba,

E conte ao coração,

Que se traduz pela respiração,

Que falha, que ofega, que acelera,

Sem notar,

Sem motivos,

Sem explicação,

O mundo todo de um mirante seguro;

O nosso colo...

Detalhes tão nossos,

Gostos tão únicos

Secretos, íntimos,

Como se uma aliança fosse,

Presa no peito

Rodeado por auréolas; da imaginação,

Vasculhadas pela portadora do seu sorriso,

Na degustação do prazer,

Louca, improba, insana,

A nossa história contada,

Deitada no nosso colo,

Cochilando, tranquila,

Segura, sonhando,

Despertando com os sentidos já despertos,

Não importa aonde aconteça,

Não importa a quem,

E nem se alguém se importa,

Não importa que nome tenha,

Nem que segredos guarde,

Nem mesmo a ausência de rótulos,

Importa que é nosso,

Que é bom,

Que é eterno,

O tempo ao longo do tempo,

Pra sempre,

E pra sempre, é o tempo que vai durar...


Vera Celms

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