terça-feira, 27 de julho de 2010

MALICIOSO


Não preciso de palavras,

Basta te olhar,

Teu senho é suficiente,

Olhar malicioso,

Sombrancelhas sorridentes,

Boca inquieta mordiscada,

O tempo todo,

Transformada pelo toque da língua,

Inquieta, aqui e ali,

Olhar fixo e brilhante,

Expressão cativante,

E a minha imagem a desfilar

Nos teus olhos,

Desejo desenhado,

Poros dilatados pela imaginação,

Tua ereção desenhada pelo teu rosto,

A linguagem do desejo já decifrada,

Mãos que passeiam ora pelo corpo,

Ora pelo rosto,

Inquietas, nervosas,

Boca, olhos, face,

Coxas, ventre, membro,

Simulando esconder com a mão,

O que é impossível não notar,

O que a intenção exala,

O que a libido exalta,

O que o desejo delata,

O que é irrefutável,

Indisfarçável, inquestionável,

Tanto como o meu tesão por você,

Vera Celms


domingo, 18 de julho de 2010

VOLTA LOGO


Saudade do seu corpo,

Do calor da sua pele,

Dos seus gestos nervosos,

Inquietos,

Da tenacidade da sua excitação,

Preciso te ter de novo,

Decorar cada pulsar,

Tatuar no suor cada pelo seu,

Deixar sua ereção marcada,

Nas minhas coxas, no meu ventre,

Nas minhas entranhas

Minhas mãos te buscam

Em cada sonho,

Em cada devaneio

Em cada lembrança,

Seu cheiro provoca o arrepio da minha pele,

Ainda que seja pela memória olfativa,

E você não vem,

Nunca mais voltou,

Freqüenta minhas noites

Caminha nas minhas madrugadas,

Mas teu corpo rijo nunca mais,

Saudade do seu toque,

Da sua expressão ao ser tocado,

Tenho-o como uma miragem,

Como uma alucinação,

E acordo em prantos,

Procurando você,

Buscando seus beijos,

Seus pontos sensíveis,

Quero tanto voltar a te tocar,

Quero tanto que tenha a mim novamente,

Pois ainda guardo a mesma excitação,

Daquela vez,

Nos ouvidos, nos lábios,

Em cada pedaço úmido dos seus carinhos,

Volta logo,

Vera Celms


domingo, 11 de julho de 2010

DELAÇÃO EM SONHO


Tanto me fazia abraçar-te,

Beijar-te,

Alisar-te o corpo, o dorso,

O vão de tuas pernas, ereto,

Teus pelos,

Nada me deixaria em ponto mais alto,

Estava eu ali, tensa,

Excitada, entregue aos teus olhos,

Meus sentidos todos eram agora teus,

Todas as minhas máculas,

Agora justificadas pelos pecados confessos,

Diante de ti,

Nunca, ou jamais anunciados,

A quem quer que fosse,

Só diante dos teus olhos,

Rubra, latejante e doida,

Sem uma palavra,

Mas com a transpiração a flor da pele,

Poro a poro entregue,

Não precisava de nenhum som,

Bastava te olhar umedecida,

Dos olhos a púrpura,

E os segredos, por fim, todos expostos,

Queimando em si,

Pira inesgotável,

Delatada por um olhar,

Escondido dentre os cabelos desarrumados,

Em alinhamento perfeito,

com a desalinhada boca,

com a insaciável libido acesa,

língua e mãos em combinação perfeita,

ainda que em sonhos secretos,

mas, diante de ti,

possuída afinal por você...

Vera Celms


sábado, 3 de julho de 2010

PELA PONTA DOS DEDOS




Hoje quero,

oferecer ao teu corpo, o meu toque,

Reconhecer sua pele,

pela ponta dos meus dedos,

Minhas digitais apreciarão,

o arrepiar de sua pele,

O suor excitado...

Vou usar a noite toda

Tocando você, inteira...

Cada milímetro de você,

Cada curva,

Cada reentrância

Cada pelo,

Toda a umidês,

Quero usar cada ponto, como um enigma,

que me leve a outro ponto,

e a outro mais,

Até te ver cansada,

extasiada e até sedenta por mais,

Quero que seu corpo decore meu tato,

e o reconheça até em sonhos,

Que suplique meu corpo,

Meu beijo, minha língua,

Meu pulso,

Minha excitação,

Minha ereção completa,

E se esfregando, deslizando,

encontre afinal, minha libido enlouquecida,

E me cavalgue, aberta,

Molhada, suada e entregue,

E afinal, nos extasiemos,

Por todo o resto da madrugada,

Até desmaiar de prazer pela manhã

E adormecer

em verdadeiros espasmos de amor...

pra recomeçar no despertar...

Vera Celms