sábado, 19 de junho de 2010

SAUDADES MINUSCULAS



Tanto tempo sem noticias,

Sumiu, desapareceu,

Nenhum paradeiro,

Saudade, aqui imperou por muito tempo,

Tentei tirar você do pensamento,

Das noites insones,

Dos dias inteiros,

Habitou tanto tempo meu tempo,

Te vi em cada desconhecido,

Senti seu cheiro,

nos perfumes que me lembraram você

pelos caminhos,

Lembrei de você,

a cada vez que cruzei aqueles corredores,

tumultuados, lotados,

a cada vez que ouvi o alto falante anunciar sua cidade,

Cada vez que fechei os olhos,

te vi apoiado na parede do box,

cabelos molhados,

a água escorrendo pelo teu corpo,

até acabar na minha boca...

Ouvi, ou pensei ter ouvido tantas vezes,

a tua voz chamando meu nome,

Tantas vezes vi,

Seus olhos devorando meu corpo, sedento,

Suas mãos, me bulinando insistente e lascivo,

Quanto falei de você,

como meu homem,

farejando a sua virilidade

sempre tão exposta,

Senti seu toque latente,

ajoelhado ao meu lado na cama,

Todas, foram sonhos, foram ilusões,

Você nunca estava lá...

Agora, que pensei ter te esquecido,

volta gaiato, sorrateiro,

Com beijos e saudades,

abreviados e minúsculos no corpo do e-mail,

depois de tão falha, nula explicação

O que espera que eu diga?

O que posso dizer?


Vera Celms




Um comentário:

  1. Fala nada não. Só afoga ele na banheira. Cretino. Abraços do Leão, cada vêz mais sem juba.

    ResponderExcluir