domingo, 30 de maio de 2010

TÚMIDO



De novo te vejo corar,

Seus desejos delatar,

Além do corpo intumescido

Além do olhar brilhante, lascivo,

Além da língua a serpentear,

Corro minha mão pela sua coxa,

Até sentir a umidez,

Já, a indizível tumidez,

Irresistível,

Suas mãos, na direção já suam,

deslizam e se agarram,

Seus olhos inquietos temem vacilar,

dividindo a atenção entre a estrada,

o retrovisor e a libido;

acesa,

Quanto mais te toco,

mais te atiço,

Quanto mais te quero,

mais te atiço,

e quanto mais te atiço,

mais enlouqueces,

Teu membro em minha mão,

Divido a sua atenção,

entre a estrada e a intenção,

entre a boca e a mão,

Esta brincadeira tresloucada,

vou levar pela madrugada...

Só quando eu estiver cansada,

já louca e completamente encharcada,

paramos no acostamento da estrada,

e só então, matamos esse tesão...


Vera Celms


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