domingo, 9 de maio de 2010

ANSIOSA



Peito acelerado,

Mãos molhadas,

Olhos acesos, úmidos, ávidos,

Recorro ao espelho, busco você,

Percorro o infinito do meu quarto,

E no horizonte te procuro, não te vejo...

É como se, quem pulsasse fosse meu relógio,

Acelerado, nervoso...

Você não chega nunca!

Deitada, a cama me expulsa,

O sol vem me absorver pela janela,

Como um monstro,

Louco, esfomeado, febril...

O sangue toma minhas veias como lava incandescente...

Me sinto incendiar...

Tua ausência se avoluma estrondosa,

E acordo em meio a tempestade,

No socorro de cada pulsação,

Tua mão busca meu corpo... vasculha curioso,

Toque safado, incessante, insistente...

Relaxo na lembrança do sonho,

Mais uma vez cedo ao teu vigor,

E meu gozo se rega no teu prazer,

Ou no meu desejo...


Vera Celms


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