domingo, 7 de março de 2010

CAVALHEIRO



Lindo cavalheiro colonial,

Bela altura que me cobre,

Porte másculo que me arrebata

Claros bigodes,

Pele morena,

Sorriso secular,

Eterno olhar...

Sutileza,

Gentileza,

Destreza,

Nas mãos do másculo cavalheiro

Deslizava meu corpo

Sedento, faminto,

Suplicante...

Bastou um toque

Para que as defesas todas se entregassem,

Ao másculo cavalheiro

Não diz, relaxa

Diz, me aceita...

E, sutilmente

Gentilmente,

Destramente,

Meu corpo todo se deu mulher,

Todo seu...

Enquanto a alma cantava,

Cantarolava, assoviava, saltitava...

Levitava de contentamento e êxtase,

Seu corpo ali, era meu, só meu,

Sem pompa e sem convite

Sem rotulo, nem propriedade,

Sem laço e sem enlace

Corpos tomados,

De um só prazer

O que antes parecia feitiço,

Revelou-se magia...

O que antes era espera,

Hoje é saudade,

O que era te quero,

Agora, te quero mais...

E o cavalheiro másculo

Meu, por tanto tempo

Agora, para sempre,

Claros bigodes,

Pele morena...

Expressão madura

Me olhando,

Do alto da sua masculinidade

Enquanto pudermos amar...


Vera Celms


2 comentários:

  1. Verinha,
    Vc tem um jeito descritivo de contar história que me prende a ela até o fim.
    Mto bom isso.
    adorei o texto.
    quero uma dama assim pra amar. claro que sem bigode e mais magrinha... hehehe
    beijos!

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  2. Deixando o cavalheirismo de lado, meu bigode quer brincar com o teu. Tá só criando coragem, porque malandragem já tem de monte. Uma bigodada do Meia Juba.

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