segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

PRA CASA


Te chamei de volta pra casa,

Ainda que nem fosse pra mesma,

Se perder entre tantas,

Entre tantos,

Entre tudo...

Pra que isso?

Se soubesses o caminho de volta,

Ainda que não tivesses vindo ainda,

Voltaria para meu coração,

Que já foi apaixonado

Já foi enganado,

Já foi iludido

E decepcionado

Me deixou sozinha ao relento,

Com medo do faz de conta,

Com medo de talvez não dê,

E foi sassaricar em outras bandas

Te chamei de volta pra casa,

Mas fez ouvidos de quem não ouviu

De mercador,

Surdo...

Fez olhos de quem não viu,

Ares de quem não sabia,

Passou direto,

Como se não reconhecesses,

O som da minha voz,

O faro do meu cio,

O gosto da minha língua,

E a mão que sempre te acaricia,

Ainda que de longe,

Tudo tão familiar,

E fingiste que nunca soube

E feriste meu coração feminino

Faminto,

Sedento,

Safado...

Então vai...

Procura outros ares,

Outros montes,

Outros ribeirões,

Outras camas talvez,

Vá amar como os animais,

Por instinto, por faro,

Se esqueceu da fêmea que te quis...

Vera Celms

Um comentário:

  1. Leoa, não machuca assim não. Safado, mas nem tanto. Me espera, tá ? Um beijão do Meia Juba, Meia Foda, Meio Nada...

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