domingo, 4 de outubro de 2009

ADIAMENTO POR CONVICÇÃO

Fotografia da Internet.


Will era um homem interessante, aliás, bem interessante.

Não era um homem bonito, filho de italianos, com traços bem característicos e gestos inquestionáveis. Do tipo que, se lhe amarrassem os braços, talvez ficasse mudo. Falava alto o suficiente para chamar a atenção das “fêmeas” do local.

De corpo era um homem bem proporcional a altura, cabelo bem cortado, bem barbeado e com olhar insinuante.

Na fisionomia, parecia estar sempre guardando uma sugestão maliciosa no canto do sorriso, algo inenarrável, porém, inesquecível.

Não conseguia esconder, nem muito menos disfarçar quando uma mulher lhe despertava algum interesse. Seu olhar era delator, bem como a inquietude de seu corpo, que dava a impressão de querer, quase que involuntariamente, seguir a mesma direção de seu interesse.

Homem divertido, sempre bem humorado, simpático e bom amigo; uma combinação quase irresistível, aliada ao contexto já descrito.

Quando entrei na Empresa, fui apresentada aos advogados do Setor Jurídico, do qual faria parte como Secretária. Entretanto, fui informada que ainda havia mais um advogado, que voltaria de viagem em poucos dias.

De fato, quatro dias após, quando cheguei ao escritório pela manhã, me deparei com alguém que ainda não conhecia e que tomou a iniciativa de se apresentar pelo nome de Will. Confesso que naquele momento não me impressionou muito a figura. Porém, durante aquele primeiro dia de trabalho com ele, pude observar detidamente como me atraia.

Não demorou para que nos tornássemos mais próximos, e eu mais atenta. Almoçávamos juntos, 2 advogados, uma outra Secretária, ele e eu, nos restaurantes próximos da Empresa, diariamente.

Muitas brincadeiras rolavam durante o almoço, que se estendiam pelo resto da tarde, e nos momentos dos cafezinhos. Will especialmente, tinha uns lances mais próximos e porque não dizer mais picantes, e consequentemente mais interessantes também...

Dava sempre a entender, embora sutilmente, algum interesse por mim, outras vezes não, isso me deixava um pouco confusa.

Malícia era uma constante em suas palavras. Olhares provocantes, perguntas capciosas, situações encabulantes, verdadeiras ‘saias justas’. Eu, corava com facilidade, mas sinceramente, não evitava, gostava de me sentir provocada.

Will nunca falou abertamente de sua atração por mim, mas não deixava de demonstrar atração por outras mulheres, no restaurante, nos corredores da Empresa, na rua, me deixando incomodada e porque não dizer, enciumada.

Eu usava saltos altos, saias e calças justas, blusas decotadas mas não em excesso, meias finas e bijouterias combinadas, além de maquiagem nos olhos azuis, batons e esmaltes vermelhos, perfumes agradáveis, e o rosto emoldurado pelo cabelo castanho bem claro, de fato chamando a atenção das pessoas, em especial dos homens, e também de Will.

Quantas não foram as abordagens brincalhonas, que acabava eu tomando como meras brincadeiras, sentindo minha atração por ele, frustrada.

Na sala dele havia, além de duas mesas e dois arquivos de aço, um cofre enorme de duas portas, onde eram guardados documentos, dinheiro, e coisas importantes para o Setor.

Lembro-me, certa vez, após uma dessas brincadeiras, de ele se levantar de sua mesa, e em atitude de falsa impaciência, me empurrar contra o tal cofre, se aproximar de mim, a ponto de sentir seu hálito em meu rosto e seu corpo esbarrar no meu ligeiramente, enquanto me empurrava e me segurava pelos punhos. Sonhei acordada com esta cena por muito tempo e me excitava todas as vezes.

Will, como a maioria dos italianos e descendentes que conheço, tinha verdadeira fixação, digo tara mesmo por seios grandes. Tantas vezes durante o almoço, ele olhava para outras mulheres e brincava com a gente, dizendo que a mulher tinha mãos grandes – mantendo as suas na direção do próprio peito, demonstrando o tamanho considerável e apetitoso dos seios observados.

Eu sempre tive quadris grandes e largos e seios grandes, porém não tão grandes quanto eu imaginava ser necessário para agradá-lo. A roupa ajudava a realçar um pouco a grandeza dos meus dotes e eu não procurava esconder nenhum pouco e nem ele disfarçar sua atenção.

As vezes nós, o pessoal do setor, e mais alguns amigos e respectivos namorados, saíamos para beber após o serviço nas sextas feiras, e após algumas rodadas de chopp ou cerveja, a brincadeira ficava mais solta e foi numa dessas vezes que Will resolveu me dar carona até em casa no final da noite.

Acabamos de entrar no carro, muito alegres e soltinhos e logo senti sua mão me invadir por baixo da saia enquanto dirigia. Deixei que fosse até o limite suficiente para aumentar sua curiosidade e empurrei sua mão longe.

Logo em seguida, e sem que eu pudesse sequer esboçar alguma reação, sua mão invadiu incisivamente meu decote, se intrometendo no vão dos meus seios, me fazendo quase levitar. Com dificuldade e alguma relutância até da minha parte, fiz com que tirasse a mão dos meus seios. Entretanto, alguns quarteirões depois, ele embicou o carro na calçada e eu vi o clarão do luminoso de um Drive-in logo a minha frente. Disse não, sem nenhuma convicção, confusa pelo álcool e pela situação, e não encontrei mais nenhuma palavra que pudesse ME convencer, e muito menos a ele.

Eu era virgem ainda, e até onde me lembro, bastante convicta. Eram outros tempos.

Quando notei que não havia mais como voltar, resolvi tomar pulso da situação e conduzir para que não perdesse a tal convicção tão rapidamente.

Ele sempre se referia aos meus seios como “esse peitão” e não demorou para que eu ouvisse dele novamente:

- E esse peitão aí?

Não hesitei, abri a blusa driblando as mãos dele, desabotoei o sutiã, e empurrei ele pelo peito para mais longe e desferi a pergunta de uma só “coragem”, com os seios totalmente à mostra, ainda que temesse pela resposta:

- E então, é tudo o que você imaginava?

- Nóóóóósssssa!!! É muito mais...

E foi tudo o que ele conseguiu dizer até cair de boca no “meu peitão”, longa e prazerosamente...

Foi muito tempo... enquanto sua mão vasculhava tudo o que conseguia alcançar, ajudado pela movimentação do meu corpo enlouquecido...

Estava tão excitada que diante dos meus olhos já embaçados pelo álcool nenhuma imagem se definia, era tudo um clarão inexplicável.

Consegui a custo afastá-lo dos meus seios. Já sentado no banco dele totalmente reclinado, como o meu, passei a mão por sobre toda aquela excitação tão visível e enlouquecedora, e habilmente abri sua calça e puxei sua cueca, deixando livre o resultado de toda aquela espera.

Era quase inacreditável depois de tanto tempo, podia afinal experimentar o fruto do meu desejo e tomei-o inteiro na boca, escalando aquele rochedo pronto para explodir... era delicioso poder por em pratica tantos planos. Chupei vigorosamente, suguei, como quem mama depois de longo jejum, lambi repetidas vezes, da glande aos testículos, mordendo pelo caminho ora de um lado, ora de outro...

Enquanto apreciava tamanha escultura humana... ele brincava com “peitão” incansavelmente, ora com a mão toda, ora com os bicos, que de tão rijos naquele momento, pareciam arrebentar.

Já sem a saia, ele praticamente pulou de seu banco para o meu, me virando de costas pra ele e me encoxando fortemente, enquanto apertava meus seios com desespero, cheio de tesão...

Deixei que ele invadisse o vão de minhas pernas, porém sem penetração, pois minha convicção naquele momento era a única coisa que permanecia inalterada. No entanto, brincou, roçou, lambeu, abriu, ao mesmo tempo em que eu continuava a mais forte, deliciosa e incisiva felação... até que, não pudemos agüentar mais e gozamos simultaneamente um na boca do outro... como quisemos por tanto tempo.

Depois disso, algum tempo depois, saí da Empresa e perdemos contato por vários anos. Um dia, reencontrei Will através de uma dessas redes sociais, e trocamos recados.

Marcamos e fomos tomar um chopinho honesto depois do trabalho... conversamos sobre vários assuntos, sobre todos os que vieram a mente, menos naquele ocorrido há tanto tempo.

A partir daí, nosso contato se tornou um pouco mais freqüente, até que um dia fui visitá-lo no escritório a pedido dele, para que tivéssemos tempo de conversar com mais tempo. Depois de quase uma hora de recordações, foi inevitável tocar no assunto.

Will me confidenciou, que naquela época tinha um tesão louco pelo “meu peitão” e que vivia dizendo ao Dr.Elias, que trabalhava na mesma sala que ele, que um dia ainda ia fazer uma loucura... que no momento em que me empurrava contra o cofre, “fantasiava” de fato me empurrar para dentro dele e entrar comigo, como se tivesse espaço pra tanto...

Revelei a ele também o quanto quis me entregar a ele, e o tanto que fantasiava e o desejava... o quanto me sentia enciumada toda vez que demonstrava interesse em outras mulheres... e quanto torci para que terminássemos o que começamos naquele dia...

Nesse momento Will se levantou, postou-se detrás da cadeira onde eu estava sentada e meteu a mão pra dentro da minha blusa dizendo:

- E aí, vamos matar a saudade desse “peitão”?

Me puxou pelo punho, me fazendo levantar, me empurrou contra a parede da sala, abriu minha blusa, soltou meu sutiã e mais uma vez chupou “meu peitão”, vasculhou tudo o que encontrou, arrancamos um a roupa do outro e ali mesmo, no carpete da sala, entre mãos e bocas, encoxadas e roçassóes, e dessa vez sem nenhuma convicção a defender... saciamos enfim o desejo de tanto tempo acumulado... finalmente prostrados, deliciados... e quiçá mais uma vez...

Vera Celms




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