domingo, 29 de março de 2009

CASUAL


Ela sabia como fazer...

Era seu perfume, era sua roupa... não, era sua transpiração!!!

Nunca entendi como podia mexer tanto comigo, alguém que nem falava comigo. Às vezes me olhava, furtivamente, mas era devastador, sempre...

e lá ia eu divagando, devaneando em infindáveis fantasias que dividiam minha atenção com todas as atividades cotidianas.

Acordava sonhando, sonhava acordado e dormia pra sonhar de novo... estava completamente tomado, enlouquecido.

Cada vez que pensava nela era inevitável, e ainda que não fosse, pouco faria para evitar todo aquele turbilhão de sensações que me tomava.

Cada gesto, o modo como andava, como se movia, como ajeitava o cabelo ou segurava o telefone era suficiente para enriquecer minha fantasia.

Viviane era uma escultura viva que desfilava com leveza diante do meu desassossego. Ela sabia disso.

Eu, da minha sala, podia estrategicamente vê-la através da divisória envidraçada. Era a cena muda mais enlouquecedora que jamais havia vivido.

Recostado na cadeira, com as mãos esquecidas sobre o teclado do computador observava a minha musa ‘largada’ sobre sua cadeira, absorta, ao telefone. Podia ver seu corpo semi-deitado na cadeira e sua mão ora vincando seu vestido com a ponta da unha, ora escorregando aberta sobre o tecido, delineando todo seu corpo.

Podia ver suas pernas semi-abertas sob sua mesa, relaxadas, e embora não conseguisse ver seus pés de onde estava, os saltos bem altos que usava normalmente, deixavam suas pernas mais altas e visíveis.

Fechei os olhos e viajei...

No momento seguinte levantei, vesti o paletó e saí da sala rumo aos elevadores e pra minha surpresa, encontrei-a. Pensei que ela já tivesse ido embora, mas antes que a porta do elevador se fechasse, chegou apressada com uma amiga e ocuparam os últimos dois espaços, completando a lotação do elevador que pra meu desespero, foi parando de andar em andar, do 16º ao térreo.

Viviane parara bem na minha frente... podia sentir o perfume que vinha de seus cabelos e seu cheiro tão feminino que sobressaía, além de seu perfume, como um incenso.

Estava excitado, como sempre fico diante de sua proximidade. Só que desta vez, devido à superlotação do elevador devo ter me delatado pelo toque de seu corpo, casualmente no meu. Tive vontade de agarrar aquela escultura toda, principalmente depois que me olhou por sobre o ombro com ar malicioso, sem desencostar.

Me senti corar, quase levitando de prazer. Durante aquela viagem do elevador, queria que o mundo parasse ou acabasse, mas abstraí, aparentemente, é claro, só para que ninguém notasse e para que ela não se afastasse.

A porta afinal se abriu no térreo e ela saiu com a amiga em direção a rua e eu, após segurar o paletó meio fechado para disfarçar o entusiasmo, permaneci no hall do prédio por alguns instantes, observando.

Sabia que Viviane caminhava até a faculdade todos os dias, pois era onde seu carro ficava estacionado e de repente, achei uma boa idéia acompanhá-la durante a caminhada e travar então um primeiro contato.

Como previa, Viviane se despediu da amiga, que foi para o lado oposto e acelerei o passo alcançando-a.

Nos apresentamos simplesmente e confesso que não consegui me concentrar muito em qualquer assunto. Meu pensamento não obedecia nada mais além da minha excitação, tão evidente, e incômoda em se manter escondida.

Caminhamos a passos lentos e a proximidade dela me dava muito prazer, mais que isso, literalmente, muitos prazeres!!! Eu não queria mesmo que aquela caminhada acabasse!

Havia um clima de sedução no ar... Sentia insinuação nos seus gestos e olhares, sorrisinhos, palavras ‘casuais’ e a forma que mexia nos cabelos, as mãos se agitavam e esfregavam, sinalizando a mesma sudorese que eu experimentava.

Sua boca... ah! Sua boca...

Não resisti e colhi sua nuca sob os cabelos, meio que intrometendo meus dedos neles e a puxei, num misto de carinho e intempestuosidade.

Trouxe sua boca para um suave e delicioso roçar da minha e, sem nenhuma resistência, introduzi minha língua em sua boca, já sem nenhuma medida das conseqüências.

Explodia de tesão naquele momento, meus sentidos todos me abandonaram e me perdi inteiramente dentro daquele universo que era sua boca, toda minha.

Minha mão continuava entrelaçada em seus cabelos e a outra explorava, quase que instintivamente, aquele corpo maravilhoso.

As árvores da entrada do estacionamento nos protegiam das luzes da rua e o movimento ainda era pouco dado ao horário.

Aproveitei o anonimato que a cena nos oferecia e fiz um intenso reconhecimento tátil do objeto de meu desejo, represado há tanto tempo.

Seus seios quase saltavam do vestido, pedindo que os tocasse e sentisse a rigidez daqueles bicos provocantes que me obrigavam a invadir seu decote, quase rasgando o tecido, para tê-los em minhas mãos, nus... Sem nenhuma resistência e mais nenhum controle dos meus atos, diante da visão daquelas maravilhas pontiagudas, tomei-os na boca, sem nenhuma hesitação, enquanto minha mão, por trás apertava seu corpo contra o meu.

Viviane enlouquecia nos meus braços, sem nenhum pudor, até buscar minha loucura com sua mão e me encontrou em pleno desespero. Minha excitação aprisionada já me causava dor e uma umidês já indisfarçável até no escuro.

Neste momento ela me deu as costas, me permitindo senti-la numa encoxada completa. Enquanto uma de minhas mãos procurou loucamente o vão de suas pernas a outra não conseguia se distrair dos seus seios.

O tecido de seu vestido, uma seda ou voil azul claro, me permitiu sentir seu sexo todo, quente, úmido, não, mais que isso, molhado... tanto que ao tocá-lo pelo vestido, senti o tecido molhar. Com medo de não me permitir, fui puxando sutilmente o tecido de seu vestido coxa acima, até afinal não ter mais o que puxar e sentir a pele de sua perna na palma de minha mão, e um leve ajeitar de seu corpo, entreabrindo-me as pernas. Minhas mãos então, subiram por suas coxas como uma onda, buscando logo o alto de sua calcinha, que enlaçada por dois dedos, logo foi ao meio de suas pernas, aos joelhos, deixando livre aquela coisinha tão desejada, ardente, molhada e recoberta por somente um filete de pelinhos, já inundados.

Seu sexo deixava sua ‘lingüinha’ exposta e ali entendi o real significado da loucura...

Invadida, Viviane se contorcia em minhas mãos, ainda ‘encostada’ na minha encoxada, o que me deixava cada vez mais louco.

Sem que me desse conta, Viviane conseguiu abrir minha roupa com uma só mão e vasculhando minha cueca, me tomou na mão, me libertando afinal...

Olhei para baixo e o vi todo, completo que chegava a brilhar pelo reflexo de uma lâmpada que invadia as frestas dos galhos da árvore.

No momento seguinte, ela se abaixou diante de mim e me tomou na boca, me fazendo ir ao céu. Perdi as forças por instantes.

Aquele êxtase não podia acabar... Era loucura, desvario completo, sabíamos que a qualquer momento poderia aparecer alguém, o que deixava tudo, mais enlouquecedor ainda.

Senti que não agüentaria mais muito tempo. Afastei-a, abracei-a, afastei-a novamente. Vi por um momento seu corpo a minha frente, queria guardar esta visão para lembrar depois. Seu sexo, seus seios ainda livres. Virei-a, olhei sua bundinha, acariciei seu corpo mais uma vez. Encaixei meu pênis entre suas pernas, toquei seus seios com uma das mãos e sua bucetinha com a outra, demorada e suavemente.

Afastei-a, permitindo que ela me olhasse também, enquanto o acariciava. Enquanto isso, saquei do bolso da calça uma camisinha, abri, entreguei a ela, que a colocou, enquanto eu tocava sua belezinha, depois coloquei-a encostada na árvore, rocei-a num vai-vem suave, até me sentir entrar vagarosa e ‘brincalhonamente’ por todo o caminho, até estar completamente lá dentro, brincando com seus seios e, com sua bundinha... beijando sua boca enquanto nos olhávamos com paixão, no fundo de nossos olhos.

Então entendi o que me enlouquecia em seu rosto... Enquanto me olhava, durante toda aquela ‘loucura’, sua língua buscava sempre o canto de sua boca demorada e insistente, após percorrer os lábios para umedecê-los.

Esse gesto é freqüente e sua boca carnuda, é mais que só uma boca, é mais um órgão sexual do qual não dá mais pra esquecer...



Vera Celms


Um comentário:

  1. realmente picantes e insinuantes esses contos A-DO-REI...vou voltar ak mais vezes;! beijos linda.!!!!!!

    ResponderExcluir