sexta-feira, 4 de agosto de 2017

MATAGAL





Olhava incomodada
A poeira grossa da beira da estrada,
pousada sobre a vegetação rueira
sobre a braquiária amassada,  rasteira
O cheiro do mato, empoeirado,
molhado
na pele, na roupa impregnado,
Corpo inquieto
Pernas quase tremulas
Respiração acelerada, ofegante
Sudorese intensa
Coração descompassado...
Só não mais lembrava
Era na beira da estrada que a gente rolava...
E, se amava...

Vera Celms
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CONCAVIDADES





Penso que o mais côncavo de mim,
é profundo...
o mais profundo de mim
Fonte de vida, de  luz,
Ventre germinado
Porta de saída,
mas antes, porta de entrada
Invadida pelos teus inflexíveis convexos
desde que, inundados de imaginação
Percebo então, que o mais côncavo de mim,
É imaginação...

Vera Celms
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

SÓ SUA





Meu prazer brota dos seus dedos,
Do seu pontiagudo e firme querer
Olho sua máscula imagem,
Sinto revoar meu estomago,
meu baixo ventre
Sinto a desconexão de meus sentidos das minhas sensações
Solto os pés do chão
Permito a cabeça voar
Só percebo o corpo; que levita e vai
Lanço-me em qualquer e toda direção
A toda profundidade, rasa de prazer
Não há definição
Não há razão,
Não há pergunta, nem resposta
Sou agora toda você,
Empolgada, saltitante, efervescente,
Desinibida, solta, desprendida
Exibida e despudorada
Só sua...

Vera Celms
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