sexta-feira, 24 de junho de 2016

AMO-TE NA DISTANCIA TAMBÉM ...







Sinto teu amor distante,
Perdido nos lençóis da minha cama
Transpiro olores meus, perfumes mágicos,
e permito-te colher-me no ar,
Sonhas, sonho...
Espero a lua, dispo-me,
Esperança nossa, que a lua que assiste a nossa nudez,
seja cúmplice distante
Luar delator de nossos desejos espalhados pelo quarto,
solitários, por distantes...
Saudade de um toque que jamais conheci
Respirando o cheiro do corpo seu
Suspirando pelo abraço que não me deu
E adormeço no teu colo: sonho meu...
Vera Celms
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domingo, 12 de junho de 2016

AGORA TODA





Meia taça,
Meio escondida, tesão e meio,
Decote e meio, debruço no teu tempo,
Meia hora, meia lua, meio sua
Te quero todo, meio atirada, semi nua
Desinibida, desfaço-me em versos, desfalecida em ti
A meia luz, meia sombra, meio exposta
Abro-me, mostro-me, lanço-me, sua resposta
Fervo, queimo, transbordo
Espio-te sobre a taça, desentendida, lânguida
Fogo nos olhos, nos lábios e quadris
Faço-me notar, queimar, sentir
Agora não mais meia, sou inteira
Toda fogo, toda sua, toda nua
Toda...

Vera Celms
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quinta-feira, 7 de abril de 2016

FÊMEA CONFESSA





Trata-me por fêmea sua
Chama-me por palavras rasteiras,
Usa teu gesto todo,
para que eu me saiba amada
Leva para o céu da sua boca,
minha calda em ponto de pecado
Saboreia-me,
Queime-se de mim
Guarda meu gosto
Lembra minha profundidade,
ainda que seja no raso brilho do olhar excitado
Explora de mim o que só o arrepio delata
Faça-me enlouquecer nas suas alturas,
Vertiginosamente entregue
Lascivamente despudorada
Saliente e desinibida
Docilmente rendida,
Impura, fêmea, mulher

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

ANÔNIMA




Estava ali,
Posta, aberta, exposta,
Ladeada por ousadas brancas coxas,
Ardente, inchada, brilhante
Buscando por ávido olhar,
Excitava-me o desconhecido,
dizendo o que eu queria ouvir
Indecências tantas,
Língua nervosa simulando gesto,
que eu chegava a sentir
Mostrava-a com gosto,
Abria mais ...
O anonimato permitia a desinibição
Sem nomes, sem rostos, sem números,
Olhos na aberta intimidade
E cada vez abrindo mais
Deslizava a fantasia sob os dedos molhados,
Os ouvidos cheios de indecência
Só as vozes se tocavam
Sem pudor, sem limites, sem restrições,
Diante de mim, brinquedo rijo, em riste,
Inquieto e moleque,
Macho apaixonante,
Que me fez gemer, me entregar toda encharcada,
Tudo se perderá a um clique
Até um próximo ficante virtual...
Delicia anônima...

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