quinta-feira, 19 de outubro de 2017

FÊMEAS DE DI CAVALCANTI





Haviam ali tantas caras e bocas
Bocas carnudas, peles macias,
Tantas carnes
E doçuras, e loucuras
Tanta vida, força, e certezas
Todas ali,
Opulências tantas,
Formosuras tantas
Seios, colos, coxas, calores
Pensamento livre, mente liberta
Certeza do que se quer,
O mesmo, se alguém as quiser
Quererão talvez,
mas só se quiserem; entregues
Fêmeas perfeitas,
Verdadeiras alucinações,
Medidas; na medida do fetiche, do desejo,
do querer, consentido ...

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

MATAGAL





Olhava incomodada
A poeira grossa da beira da estrada,
pousada sobre a vegetação rueira
sobre a braquiária amassada,  rasteira
O cheiro do mato, empoeirado,
molhado
na pele, na roupa impregnado,
Corpo inquieto
Pernas quase tremulas
Respiração acelerada, ofegante
Sudorese intensa
Coração descompassado...
Só não mais lembrava
Era na beira da estrada que a gente rolava...
E, se amava...

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CONCAVIDADES





Penso que o mais côncavo de mim,
é profundo...
o mais profundo de mim
Fonte de vida, de  luz,
Ventre germinado
Porta de saída,
mas antes, porta de entrada
Invadida pelos teus inflexíveis convexos
desde que, inundados de imaginação
Percebo então, que o mais côncavo de mim,
É imaginação...

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