quarta-feira, 3 de abril de 2019

EM PONTO DE CALDA




Meu desejo me deixa tonta
Pulsação itinerante
Ofego como respiro
Inquieta invento novos fetiches
Preciso da sua mão bem aqui
Onde a umidês delata,
por onde o tesão vaza
Por onde a imaginação passa
De onde vem minha devassidão
Roço persistente o ponto com a mão
Interrompo para não acabar
quase a levitar
Busco uma nova imagem,
na tela e na imaginação
Vozes me estimulam
Olhares instigam
Propostas excitam
Contemplo a todas,
cedo à mais lasciva
Sorvo-me com a saliva
Permaneço em ponto de calda
Densa, doce, morna, lisa, picante
Cio declarado no ar
Mais um toque,
mais uma indecência,
mais uma dita ofensa
aquela palavra certa,
súplica que gosto de ouvir
Peça, busque, insista pelo meu segredo
Me abro ...
E enlouqueço, estremeço e aconteço
Respiro, provoco e retomo do começo
Ainda tonta...

Vera Celms
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sábado, 30 de março de 2019

EMBEBIDA EM SÂNDALO




Aprendi a me entregar a fumaça de seu cigarro
Que nas madrugadas, entra pela janela
Sugerindo, com ela, a sua intimidade
Momento único: confidente entregue ao confessor
Mágica linha, imperceptível ao olhar,
Rarefeita nuvem, sugestiva ao olfato,
aos sentidos todos, já entorpecidos
Sedutora, arrebatadora, irresistível, indecente
Entregue, capaz de toda hipnótica evolução
Excitada, embebida em sândalo, em opio
Voante...
Viagem enlouquecida, sem rumo e sem direção
Perdida, na fumaça de seu cigarro
Que nas madrugadas, entra pela janela
E colhe-me estranha, desinibida, afogueada e nua
Querendo muito mais...

Vera Celms
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 @versosavera @veracelms

segunda-feira, 4 de março de 2019

APOTEOTICA




Há um momento,
que sou a melhor parte de mim
Divirto-me, aprazo-me,
contento-me, basto-me
Faço-me estremecer, vibrar
Deliro, entretenho-me,
Insisto no ponto certo,
Duas pernas instigam-me,
enfeitam a coreografia
Indicam a ‘geografia’
a ser explorada
investida,
percorrida,
seduzida
Neste momento, sou pororoca,
efervescência,
vulcânica erupção, ebulição
quiçá tsunami
A alma a quase se ausentar
A imaginação, imagens a buscar
A criatividade, inventa
A tensão aumenta,
A circulação
O tesão,
Por um momento, sinto tudo por um fio
Sinto que vou explodir
Coloridos fogos de artificio por um triz
Prolongo, circundo, brinco, tilinto, ofego,
Lento, lento, lento, veloz, bem veloz...
E de repente a apoteose
Sirenes, luzes, pirotecnia, estridências, brilhos
Entregue novamente
Enfim, volto a mim...

Vera Celms
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